Procuram-se adotantes! Grupo de resgate de cães opera além da capacidade

Madson Gama
Cristina Linhares com os vira-latas Cleyton e Julie, que estão à espera de um lar

RIO — O grupo Santo-Bicho Proteção de Animais está precisando encontrar pessoas interessadas em adotar cães para dar continuidade ao seu trabalho de resgate. Segundo sua fundadora, Cristina Linhares, no momento o projeto está sobrecarregado, cuidando de 60 cães à espera de adoção. Dois deles, os mestiços Julie e Cleyton, estão em um lar temporário na Tijuca, já que o programa não dispõe de um espaço físico.

— Eles têm porte médio. O macho pesa 11 quilos; e a fêmea, nove. Os dois são extremamente dóceis e carentes e estão prestes a ficar sem ter para onde ir, porque a data para deixar o lar temporário está perto de chegar — explica a protetora.

O interessado em adotar precisa passar por uma triagem. Primeiramente, preenche um formulário com dados pessoais e com perguntas sobre que cuidados dispensaria ao animal, como o tipo de ração que daria para determinada raça. Quando é aprovado nessa etapa, recebe a visita de voluntários do Santo-Bicho, que levam o cão candidato a adoção até sua casa, para conhecer o ambiente.

Caso o animal já esteja vacinado e castrado, após essa fase as partes assinam um termo de adoção definitiva. Uma das cláusulas do documento diz que o animal não pode ser dado a terceiros e que, na falta de condições para continuar a criar o cachorro, o adotante deve entregá-lo aos protetores novamente.

— Após a adoção, a gente continua acompanhando o animal até o fim de sua vida, mesmo porque o pessoal do projeto acaba fazendo amizade com quem adota. Há casos em que a gente continua em contato com os adotantes dez anos depois de o cachorro ter sido doado — conta Cristina.

O Santo-Bicho existe oficialmente desde 2012 e resgatou mais de dois mil animais. O projeto já teve um espaço físico no Méier, que acabou desativado por falta de recursos para sua manutenção. A instituição aceita doações de remédios, pacotes de ração e utensílios para cães, como coleiras. Os interessados em ajudar podem entrar em contato com Cristina Linhares pelo telefone 99649-5549 ou por meio da página Santo-Bicho Proteção de Animais, no Facebook.

SIGA O GLOBO-BAIRROS NO TWITTER ( OGlobo_Bairros )