Produção industrial avança 1,4% em maio

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**ARQUIVO**TAUBATÉ, SP, 25.04.2018 - Linha de produção de motores em fábrica da Ford em Taubaté, no interior paulista. (Foto: Diego Padgurschi /Folhapress)
**ARQUIVO**TAUBATÉ, SP, 25.04.2018 - Linha de produção de motores em fábrica da Ford em Taubaté, no interior paulista. (Foto: Diego Padgurschi /Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A produção industrial brasileira avançou 1,4% em maio na comparação com abril. O resultado positivo veio após três meses de baixas. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou o resultado nesta sexta-feira (2).

Em relação a maio de 2020, houve alta de 24%. No quinto mês do ano passado, a indústria tentava se recuperar das primeiras perdas geradas pela pandemia.

Analistas consultados pela agência Bloomberg projetavam elevação de 1,5% no indicador ante abril, além de crescimento de 24,9% frente a maio de 2020.

Após ser prejudicada pelo começo da crise sanitária, a indústria ensaiou reação ao longo do ano passado. Contudo, esse movimento perdeu fôlego na largada de 2021.

Segundo analistas, a piora da pandemia e a paralisação de medidas de estímulo à economia, como o auxílio emergencial, explicaram o desempenho em nível inferior no começo deste ano.

Nesta sexta-feira, o IBGE também informou que a produção industrial acumulou alta de 4,9% em 12 meses até maio. Em 2021, o indicador registra avanço de 13,1%.

Analistas entendem que a retomada consistente das fábricas depende em grande parte da vacinação contra a Covid-19 no segundo semestre. A imunização é vista como peça necessária para permitir a operação segura de empresas.

Outro alento vem da confiança de empresários, que deu sinais de melhora ao final do primeiro semestre. Em junho, o Icei (Índice de Confiança do Empresário Industrial) subiu em 29 dos 30 segmentos pesquisados pela CNI (Confederação Nacional da Indústria). Foi o segundo mês consecutivo de avanço disseminado nas fábricas.

"Essa consolidação de uma confiança mais alta, disseminada por toda a indústria, é importante, pois aponta para um segundo semestre positivo. Empresários confiantes tendem a produzir, contratar e investir mais", disse em nota o gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo, na última segunda-feira (28).

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