Produção industrial sobe 1,4% em maio e interrompe três meses de queda

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RIO - A produção industrial brasileira avançou 1,4% frente a abril, interrompendo três meses consecutivos de queda, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira. O resultado, porém, não é suficiente para anlular as perdas recentes.

Entre fevereiro e abril, o setor teve queda de 4,7%. Hoje, está de volta ao patamar de fevereiro de 2020, período anterior à pandemia, reduzindo os ganhos que teve no segundo semestre do ano passado.

No ano, a indústria acumula alta de 13,1% e, em doze meses, de 4,9%.

A paralisação de vários setores, como o automotivo tem dificultado a recuperação da indústria. Além da alta de custos, alguns segmentos ainda sofrem com a escassez de peças e componentes.

No mês passado, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) anunciou que vê riscos de mais paradas de fábricas de veículos por falta de chips no segundo semestre.

Poucos dias após o alerta da entidade, a Volkswagen anunciou a paralisação da produção de veículos no Brasil por dez dias devido à escassez de semicondutores usados nos painéis dos veículos.

Perspectivas

Considerando que o gargalo no fornecimento de semicondutores é um problema que atinge indústrias globalmente (telecomunicação, computação, eletroeletrônicos e smartphones), especialistas ponderam que há o risco de a indústria brasileira não ter o problema da escassez plenamente solucionado nos próximos meses.

Mesmo assim, empresários do setor mantêm o otimismo para o segundo semestre. Em junho, o Índice de Confiança da Indústria (ICI) do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) subiu 3,4 pontos para 107,6 pontos, maior valor desde fevereiro (107,9 pontos).

"A recuperação das economias externas e o avanço do processo de vacinação no país contribuem para o aumento do otimismo das empresas. Apesar disso, é preciso cautela considerando que o setor ainda enfrenta dificuldades ainda com a escassez de insumos, aumento dos custos que incluem a mudança de bandeira para a energia elétrica, podendo ser fatores limitadores para uma recuperação mais robusta no segundo semestre”, disse Claudia Perdigão, economista do FGV Ibre, em comentário no relatório.

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