Professor é feito refém durante transmissão de aula e alunos acompanham assalto online

Rodrigo de Souza
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Um professor teve a casa invadida por seis assaltantes durante uma aula por videoconferência na noite de quinta-feira, na Zona Norte de São Paulo. Ele e sua filha de 23 anos, grávida de oito meses, foram feitos reféns. A polícia foi chamada pelos alunos, que acompanharam a ação pela câmera do notebook. Todos os suspeitos foram detidos.

Docente de contabilidade em uma universidade particular da capital, Mário Candido dos Santos estava dando aula para cerca de 20 alunos quando "sentiu uma gravata", conforme afirmou em entrevista ao telejornal SPTV. O vídeo da ação viralizou na web.

— Era um assaltante e junto eu ouvi as vozes: "fica quieto, isso aqui é um assalto. A gente vai limpar sua casa, onde está sua filha, onde está o dinheiro e onde estão as outras coisas? — contou o professor à TV Globo.

Os suspeitos reviraram a casa em busca de dinheiro e objetos de valor enquanto mantinham pai e filha na cozinha, onde o professor dava aula antes da chegada dos assaltantes. De acordo com o jornal "Folha de S. Paulo", Mário foi amarrado com o fio de carregador de seu notebook e teve a cabeça coberta com um lençol. Sua filha teve o rosto coberto por um pano. Durante o assalto, os suspeitos chegaram a ameaçar fazer mal à jovem grávida caso Mário não entregasse seus pertences.

Toda a ação foi transmitida para os alunos que acompanhavam a aula pela câmera do notebook do professor. Quando notaram o assalto, os ouvintes chamaram a polícia, que chegou ao endereço cerca de 20 minutos após o início da ação.

Na abordagem, um dos suspeitos — um adolescente de 16 anos — se rendeu. De acordo com a PM, outros quatro suspeitos — dois homens, de 18 e 21 anos, e dois menores, ambos com 16 anos — tentaram fugir por um terreno situado nos fundos da casa do professor, mas foram localizados com o auxílio do helicóptero Águia e levados à delegacia. Um quinto homem, de 18 anos, foi abordado na rua e detido pela polícia, mas foi solto por falta de provas.