Professor é preso após se negar a retirar adesivo contra Bolsonaro do carro, em Trindade (GO)

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O professor e secretário estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) de Goiás Arquidones Bites Leão foi preso nesta segunda-feira por se recusar a retirar uma faixa do capô do carro com a mensagem "Fora Bolsonaro Genocida". No momento da prisão, os policiais explicaram que o professor ia ser enquadrado na Lei de Segurança Nacional (LSN). O professor foi levado para a sede da Polícia Federal em Goiânia, onde prestou depoimento.

Segundo Arquivaldo Bites, o irmão do professor, ele foi abordado por policiais militares próximo de casa, em Trindade, na Região Metropolitana. Os policiais disseram que a mensagem era caluniosa contra o presidente Jair Bolsonaro.

O professor, que ajudou a organizar a manifestação no sábado contra o governo federa, filmou a abordagem do policial militar, que não usava máscara.

Nas imagens, o militar pede para Arquidones retirar o adesivo. Após o professor se negar a cumprir a ordem, o policial recita o artigo 26 da Lei 7.170, a Lei de Segurança Nacional, de 1983.

"Caluniar ou difamar o presidente da República, o do Senado Federal, o da Câmara dos Deputados ou o do Supremo Tribunal Federal, imputando-lhes fato definido como crime ou fato ofensivo à reputação".

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