Professor de colégio de elite em SP é preso em operação contra pedofilia

Tânia Rego/Agência Brasil

A Polícia Civil prendeu na manhã desta terça-feira (18) sob a suspeita de pedofilia um professor de um colégio internacional de São Paulo.

Ele trabalha na unidade de Pinheiros da St. Nicholas School, na zona oeste da capital paulista. O nome e a idade do professor não foram divulgados pela polícia.

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O docente é um dos 14 suspeitos presos no estado de São Paulo em decorrência da sexta fase da operação "Luz na Infância", que é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Além de São Paulo, a operação cumpriu 94 mandados de busca e apreensão em mais 11 estados e outros 18 em países como os Estados Unidos, a Colômbia, o Paraguai e o Panamá.

A reportagem apurou que agentes da Polícia Civil apreenderam conteúdos pornográficos envolvendo crianças e adolescentes na casa e na escola onde o professor leciona. Pessoas próximas ao suspeito o descreveram como alguém discreto e disseram não suspeitar de seu comportamento.

A reportagem procurou a direção do colégio, que ainda não se posicionou sobre a prisão do professor. 

Em um comunicado interno enviado aos pais dos alunos, ao qual a reportagem teve acesso, a St. Nicholas School afirma que foi "surpreendida com a operação policial de investigação de pedofilia que prendeu um de nossos professores na unidade Pinheiros" e disse ter conversado com seus professores e alunos a respeito do ocorrido.

A direção do colégio disse ainda que se colocou à disposição das autoridades policiais para colaborar com as investigações e que, em paralelo, abriu uma sindicância interna para apurar informações complementares. "Nós estamos em choque e nos comprometemos a entender o que aconteceu e ofereceremos apoio incondicional a toda comunidade", escreve.

Não há, até o momento, informações sobre as potenciais vítimas.

Nesta 6ª fase, os agentes da polícia buscam por arquivos com conteúdo relacionado aos crimes de exploração sexual praticados contra crianças e adolescentes. Quando chegam nos locais investigados, acabam dando voz de prisão contra os suspeitos.

A pena para quem armazena esse tipo de conteúdo varia de 1 a 4 anos de prisão. O compartilhamento tem pena de 3 a 6 anos a a produção de conteúdo relacionado aos crimes de exploração sexual tem punição de 4 a 8 anos.

FASES DA OPERAÇÃO LUZ NA INFÂNCIA

Luz na Infância 1 - 20.out. 2017

Foram cumpridos 157 mandados de busca e apreensão de computadores e arquivos digitais. 108 pessoas foram presas

Luz na Infância 2 - 17.mai. 2018

As Polícias Civis cumpriram 579 mandados de busca, resultando na prisão de 251 pessoas

Luz na Infância 3 - 22.nov. 2018

Operação deflagrada no Brasil e na Argentina com o cumprimento de 110 mandados de busca; 46 pessoas presas

Luz na Infância 4 - 28.mar. 2019

Operação deflagrada em 26 estados e no Distrito Federal resultou no cumprimento de 266 mandados e 141 pessoas presas

Luz na Infância 5 - 4.set. 2019

Operação deflagrada em 14 estados e no Distrito Federal, além de Estados Unidos, Equador, El Salvador, Panamá, Paraguai e Chile. A ação resultou no cumprimento de 105 mandados e 51 pessoas presas

Da FOLHAPRESS