Ex relata agressão e ameaça de professor da UnB: 'Se for na delegacia, vou te matar'

Rivadávio Fernandes Batista de Amorim, professor do Departamento de Medicina da Universidade de Brasília (UnB), é acusado de agressão pela ex-companheira - Foto: UnB/Divulgação
Rivadávio Fernandes Batista de Amorim, professor do Departamento de Medicina da Universidade de Brasília (UnB), é acusado de agressão pela ex-companheira - Foto: UnB/Divulgação

Rivadávio Fernandes Batista de Amorim, de 45 anos, professor de patologia clínica do Departamento de Medicina da Universidade de Brasília (UnB) é acusado de agressão e de ter realizado ameaças de morte a ex-namorada em Taguatinga Norte, no Distrito Federal, no dia 21 deste mês.

A Delegacia Especial de Atendimento à Mulher II (Deam) investiga o caso.

De acordo com relatos da mulher à polícia, o ex-namorado teria a ameaçado de morte com uma faca. O episódio, segundo ela, foi motivado por ciúmes.

A mulher relatou que os dois voltavam para o apartamento do educador, em Taguatinga, por volta das 9h e o homem ficou enciumado por conta da então namorada ter cumprimentado outro morador no condomínio.

“Um morador do condomínio que eu não conhecia nos cumprimentou e comentou sobre o tempo naquele dia, e eu respondi educadamente. Quando entramos na casa dele, ele falou que não tinha gostado e começou a agir agressivamente”, informou ela.

Após isso, Rivadávio começou a xingá-la, chegou a puxar os cabelos dela e ameaçou matá-la com uma faca. Ela disse ainda que em determinado momento, o professor furou um colchão com a faca e prendeu a vítima em um dos quartos.

“Ele ainda me mordeu, me chutou e me bateu. Depois, me trancou com o ar-condicionado na temperatura mais fria e quebrou meu celular. Foi horrível, não tive como pedir ajuda a ninguém”.

As agressões, segundo a mulher, só encerraram no fim da tarde daquele dia, quando o professor expulsou a mulher da casa dele, momento em que ela conseguiu pegar suas coisas e sair do local.

“Antes de estragar meu aparelho, ele apagou todos os meus arquivos. Não consegui recuperar nada. Antes de sair, ainda o avisei que iria a uma delegacia para denunciá-lo. Debochado, ele me disse: ‘Se você for na delegacia, vou te matar’”, relata a mulher.

Com o apoio das filhas, a vítima foi à Delegacia Especial de Atendimento à Mulher II (Deam), em Ceilândia.

“É uma vergonha horrorosa. Tenho medo de sair de casa, não consigo andar na rua mais”, revela.

A mulher foi encaminhada ao Instituto de Medicina Legal (IML) em virtude das agressões físicas.

A Justiça concedeu medidas protetivas de urgência no âmbito da Lei Maria da Penha para a mulher e as filhas dela.

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