Professor de escola pública de SC faz apologia ao nazismo e é afastado

Professor disse frases como “sou super fã de Hitler” e “sempre quis ser nazista” (Foto: Getty Images)
Professor disse frases como “sou super fã de Hitler” e “sempre quis ser nazista” (Foto: Getty Images)

Um professor de história da rede estadual de Santa Catarina foi afastado do cargo por 60 dias após defender o nazismo em um grupo de troca de mensagens na internet. A apologia do nazismo é crime previsto na Lei 7.716/1989.

O diálogo foi registrado em prints e repercutiu nas redes sociais nesta semana.

Segundo a Secretaria de Estado da Educação (SED), o professor não voltará a dar aulas até que o processo administrativo que apurar a conduta dele seja concluído.

Ainda de acordo com a pasta, o professor continuará recebendo a mesma remuneração.

Nesta quinta-feira (3), a Polícia Civil informou que também abriu inquérito para investigar o caso.

No grupo de mensagens privado, o homem, que não teve a identidade divulgada, proferiu uma série de falas em apologia ao nazismo, como “sou super fã de Hitler” e “sempre quis ser nazista”, afirmando ainda que “Hitler foi melhor que Jesus”.

De acordo com o portal g1, questionado por outro membro do grupo se era favorável a mandar eleitores do PT (Partido dos Trabalhadores) a uma câmara de gás, ele responde:

“Sem dúvidas, irmão. E eu é que queria ser o cara responsável por expelir o gás”.

O professor, chegou a ser alertado durante a conversa sobre os crimes que estava cometendo, mas ignorou os avisos. Um dos membros do grupo escreveu que o denunciaria. Outro homem escreveu:

"Imaginem um cara desse como professor de história dos filhos de vocês, galera. Disso eu tenho medo".

Juliano Bessa, delegado responsável pelas investigações, disse que pelo menos quatro boletins de ocorrência foram registrados denunciando o professor entre segunda-feira (31) e terça-feira (1º). O profissional ainda não tinha sido ouvido.

A Secretaria de Educação (SED) disse que está ciente da situação, e informou que equipes do Núcleo de Prevenção às Violências Escolares foram até a Escola de Ensino Médio Annes Gualberto, onde o professor dava aulas, para ouvir os envolvidos.