Professor morre de Covid-19 aos 29 anos e choca amigos no interior de SP

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O professor Eduardo Costa Neto morreu por complicações da Covid-19 aos 29 anos
O professor Eduardo Costa Neto morreu por complicações da Covid-19 aos 29 anos
  • O professor Eduardo Costa Neto morreu aos 29 anos, vítima de complicações da Covid-19.

  • O óbito precoce chocou amigos e familiares do rapaz, que estudava pedagogia e atuava em uma ONG

  • Eduardo era presidente do Conselho Municipal de Cultura de Capão Bonito (interior de São Paulo)

O professor Eduardo Costa Neto, de 29 anos, morreu por complicações do coronavírus e chocou amigos de Capão Bonito (interior de São Paulo), onde ele ocupava o cargo de presidente do Conselho Municipal de Cultura.

De acordo com informações da Prefeitura publicadas pelo portal G1, Eduardo foi internado na Santa Casa em 19 abril. No dia 27, foi transferido para o Hospital das Clínicas, na capital paulista. Contudo, sofreu uma paralisia nos rins e não resistiu às complicações. Ele morreu no último domingo (9). O corpo foi enterrado no dia seguinte, no Cemitério Sagrado Coração de Jesus, em Capão Bonito.

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A morte de Dudu, como era chamado pelos amigos, chocou os parentes e amigos. Além de ser presidente do Conselho de Cultura, atuava como professor oficineiro no Projeto Crear, ONG com sede na cidade paulista. Membro do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), Eduardo estudava pedagogia e pretendia concluir os estudos assim que a pandemia melhorasse.

"Ainda me emociono bastante ao falar do Dudu e acho que por um bom tempo vai ser assim. Pra mim foi uma ruptura muito violenta, e ainda é difícil. Tinha uma personalidade muito original, era o Dudu, não dá pra explicar ou comparar com outra pessoa. Ele tinha opiniões muito bem formadas", contou ao portal G1 a amiga Aline Marchesi da Silva, que tem a mesma idade do jovem e o conheceu ainda na escola.

Professora de Eduardo desde a terceira série, Karina Kacuta, de 44 anos, tornou-se amiga e parceira de estudos na vida adulta: "Na formatura do nono ano, ele já sabia que queria trilhar o caminho das artes e foi estudar em São Paulo. Ele estudou teatro, dramaticidade, cinema. Ficou uns anos em São Paulo e depois voltou para Capão Bonito. Quando voltou, entrou em contato comigo e queria muito me encontrar. Marquei um café aqui na minha casa pra ele vir. Foi uma alegria quando ele falou comigo sobre trilhar o caminho da pedagogia".

Segundo as amigas, foi quando voltou à cidade onde nasceu que Eduardo começou a atuar na ONG Projeto Crear (Centro Recreativo Educação Artístico Renascer), em 2018. O Centro atende gratuitamente crianças e adolescentes por meio da pedagogia Waldorf.

Peggy Lererer, de 50 anos, diretora pedagógica do Centro, disse ao portal G1 que Eduardo começou como voluntário e atualmente era professor: "Ele cantava, tocava, cozinhava, pintava e desenhava, fazia trabalhos manuais, conversava muito com os jovens sobre a vida lá fora, ser crítico, valores, respeito e aceitação do diferente. Dudu atuava com adolescentes de 12 a 16 anos sempre focado nas atividades sócio-educacionais".