Professor se recusa a usar máscara e alunos de Direito da UFMG ficam sem aula

Professor diz que foi 'impedido' de entrar na UFMG por não usar máscara. Foto: Getty Images.
Professor diz que foi 'impedido' de entrar na UFMG por não usar máscara. Foto: Getty Images.
  • Turma afetada é do 8º período da Faculdade de Direito

  • Professor enviou mensagem dizendo que foi 'impedido' de entrar na unidade

  • Uso de máscara é obrigatório no campus

Alunos da Faculdade de Direito da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) tiveram uma aula cancelada nesta terça-feira (31) após o professor responsável se recusar a usar máscara para entrar na unidade.

Os próprios estudantes, que estão no 8º período do curso, compartilharam prints de mensagens em aplicativos de conversa, em que o professor afirma que foi “impedido de entrar na faculdade”.

Segundo os alunos, eles estavam na sala de aula, às 7h50, quando souberam que não haveria classe. "Muita gente sai de longe para assistir às aulas, de bairros distantes e até de outras cidades", disse um estudante ao portal Correio Braziliense.

A UFMG exige o uso de máscara como parte de um plano para o retorno das atividades presenciais no campus. "No caso de uma pessoa estar sem máscara em ambiente de trabalho ou sala de aula, ela deve ser comunicada da obrigatoriedade do uso ou convidada a se retirar do ambiente", determina a resolução.

São Paulo volta a recomendar máscara em locais fechados

João Gabbardo, coordenador do Comitê de Saúde de São Paulo, afirmou que o número de casos de covid-19 está subnotificado no estado, especialmente em função dos testes feitos em casa, que não são informados. Por isso, o comitê recomendou que a população volte a usar máscara em locais fechados.

“Nessa última semana, o aumento foi bastante significativo, nós tivemos 41% de aumento nas internações e tivemos mais de 80%, 84% no número de casos, e a gente sabe que o número de casos é muito maior do que isso porque muitas pessoas estão fazendo autoteste, comprando na farmácia e estes testes não entram nas estatísticas de novos casos, então certamente o número de casos é maior do que esse que aparece nas estatísticas”, declarou Gabbardo em entrevista à GloboNews.

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