Professor de surfe é preso por suspeita de abuso contra filha de turistas na Barra da Tijuca

Uma menina de 10 anos, filha de um casal de turistas que passava férias no Rio, relatou aos pais ter sido abusada sexualmente por um professor de surfe, na última quarta-feira, na Praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. O abuso ocorreu quando a menina fazia uma aula ministrada pelo suspeito. Pouco depois de sair chorando da água, ela contou para a mãe o que havia acontecido, revelando que o homem tocara várias vezes em suas partes íntimas com os dedos. A polícia foi acionada e um laudo, assinado por peritos do Instituto Médico-Legal (IML), confirmou a violência. Nesta quinta-feira, o suspeito foi localizado por policiais da 16ª DP (Barra da Tijuca) e preso em flagrante por crime de estupro de vulnerável.

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De acordo com o delegado Ângelo Lages, da 16ª DP, o suspeito abordou os pais da menina oferecendo uma aula de surfe, que duraria 20 minutos, cobrando um preço de cem reais. O casal aceitou a oferta e a menina entrou no mar acompanhada do homem. Dez minutos depois, a criança saiu da água chorando. O professor alegou que havia tocado sem querer em suas nádegas por conta do mar agitado. Em seguida saiu do local. A mãe conversou com a filha e esta contou que o professou tocou em suas partes íntimas várias vezes. Segundo relato da criança, mesmo ela dizendo que aquilo estava machucando, o agressor continuou com a violência. A polícia foi chamada e o caso foi registrado na 16ª DP. A menina foi ouvida por uma policial e confirmou mais uma vez que havia sido abusada.

Ela foi encaminhada para o IML, onde foi submetida a um exame que detectou lesão compatível a ato libidinoso divergente de conjunção carnal. Nesta quinta-feira, o suspeito ofereceu mais uma vez os seus serviços para a família da criança e foi preso em flagrante. O delegado Ângelo Lages disse que solicitou à Justiça a conversão do flagrante em prisão preventiva.

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—Ele confessou o crime informalmente ao ser preso. Mas, aqui na delegacia, se reservou ao direito de ficar calado. Pedi a conversão do flagrante em prisão preventiva, já que trata-se de um crime hediondo. A pena para este tipo de delito, em caso de condenação, varia de oito a 15 anos de prisão— disse o delegado Ângelo Lages.

A previsão é de que o suspeito seja submetido nas próximas 24 horas a uma audiência de custódia. Na ocasião, um juiz decidirá se ele permanecerá preso ou se responderá pela acusação em liberdade.