Professores municipais do Rio decidem hoje se voltam ou não às salas de aula

Letycia Cardoso
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Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo
Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

Professores e funcionários da rede municipal de ensino se reuniram na manhã desta terça-feira (10), na 3º assembleia online, para debater a reabertura das escolas. O evento contou com a presença de cerca de 900 docentes.

À tarde, de 14h às 20h, ocorre uma votação para decidir entre a mantenção da greve com suspensão de todas as atividades; manutenção da greve com continuação das aulas remotas; ou suspensão da manisfestação e retorno às aulas presenciais.

A coordenadora geral do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (Sepe), Izabel Costa, conta que ninguém se manifestou pela suspensão do movimento, portanto acredita que os professores não irão acatar a ordem da Prefeitura do Rio de voltar para as salas de aula na próxima semana.

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— Não estamos nos negando a interagir com nossos alunos. Quem está impedindo isso é a prefeitura. Acredito que o governo deveria disponibilizar tablets e notebooks para os alunos que não têm esse tipo de material — diz Izabel: — Sabemos que há escolas que precisam de grande reeestruturação para esse novo momento, adaptando bebedouros, banheiros e abrindo janelas já que a ventilação nem sempre é boa. Estamos defendendo a saúde e a vida!

A coordenadora ainda afirma que o risco não se restringe aos frequentadores da escola. Como os alunos têm contato com familiares e usam transporte público para ir à instituição de ensino, a sociedade como um todo corre o risco de sofrer com o agravamento do coronavírus. Por isso, em agosto, quando começaram os rumores de retorno às salas, o Sepe enviou ao Ministério Público um documento de responsabilização criminal do prefeito Marcelo Crivella e do então governador Wilson Witzel pela falta de cuidados com a saúde da comunidade.

Agora, no entanto, a ação que o Sepe está movendo visa resultados mais palpáveis e rápidos: o adiamento do retorno às aulas presenciais.

— Entramos com ação contestando a ausência de parâmetros de preservação de saúde dos profissionais, alunos e funcionários, assim como a falta de adequação dos prédios e a inexistência de protocolos de fechamento e desinfecção diante da suspeita ou confirmação de caso de covid. Creio que ainda esta semana teremos uma resposta — comentou Itálo Pires Aguiar, advogado do Sepe.

A reportagem ainda aguarda a resposta da Secretaria de Educação do município sobre o caso.