Professores vão à Justiça contra Doria por recolhimento de apostilas em SP

Equipe HuffPost
João Doria, na semana passada, mandou recolher material didático que continha explicações sobre questões de gênero e diversidade.

Professores de São Paulo entraram com ação popular na Justiça nesta terça-feira (10) para anular a ordem do governador João Doria (PSDB) de recolher apostilas dos alunos do 8º ano das escolas estaduais de São Paulo. Na última semana, Doria apontou suposta “ideologia de gênero” em material didático. 

Em sua justificativa, o tucano argumentou que tinha sido alertado de um “erro inaceitável” em materiais distribuídos pelo “São Paulo Faz Escola” e que não concorda e não aceita fazer apologia ao que chamou de “ideologia de gênero”.

Material continha glossário sobre “diversidade sexual” e explicava o que é sexo biológico, identidade de gênero, orientação sexual, além de trazer orientações sobre gravidez e doenças sexualmente transmissíveis. Ele foi distribuído para alunos do 8º ano do Ensino Fundamental, entre 13 e 14 anos, da rede estadual.

Página de material didático criticado por Doria com

Segundo a Folha de S. Paulo, o pedido de recolhimento do material por parte do governador privou os alunos da rede estadual de São Paulo de temas como equação de primeiro grau, figuras de linguagem e revoltas no Brasil colonial.

O jornal aponta que a apostila confiscada tinha, além das três páginas que desagradaram ao governador, outras 141, com conteúdo de oito disciplinas como arte, ciências naturais, educação física, geografia, história e inglês.

Em nota, a Secretaria da Educação de São Paulo justifica que o termo “identidade de gênero” estaria em desacordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do MEC e com o Novo Currículo Paulista aprovado em agosto deste ano, e que a apostila é complementar ao estudo dos alunos.

Professores que entraram com a ação contra ordem de Doria pertencem a quatro universidades públicas e a um instituto federal. Pedido foi apresentado com apoio do COletivo de Advogacia em Direitos Humanos (CADHu).

Entre os especialistas, estão Salomão Ximenes, especialista em legislação educacional e professor da UFABC (Universidade...

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