Profissionais da área de serviços mudam rotina em meio à crise

Laura Suprani*
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A confeiteira Ana Débora conta com o apoio da filha, Maria Fernanda, de 4 anos, na confecção de bolos caseiros.

RIO — Em meio aos novos desafios causados no ramo de serviços, em razão da pandemia do novo coronavírus, muitos negócios tiveram que se reinventar. Entre tratamentos estéticos ou confeccionando bolos, as profissionais Rita Machado e Ana Débora Simas buscaram transformações na carreira, para sobreviver em meio à crise.

A esteticista Rita Machado, que se apaixonou pela profissão após enfrentar um problema de pele em sua segunda gravidez, trabalha há 19 anos numa clínica de estética na Praça Saens Peña, na Tijuca. Frente às medidas de distanciamento social, ela se deparou com o desafio de encontrar uma forma de continuar atendendo suas clientes e manter sua renda, fruto exclusivamente de seu trabalho na clínica.

A solução veio de uma demanda das próprias clientes, que solicitavam dicas de tratamentos para realizar em casa. Foi assim que Rita começou a oferecer mentorias on-line, em que, após realizar um questionário detalhado sobre os hábitos e a rotina da cliente, elabora um protocolo personalizado, de acordo com as demandas e a disponibilidade de cada uma.

— Eu pensei nesta mentoria para funcionar como algo capaz de incrementar o tempo que se está em casa, como um momento de relaxamento e lazer. Ainda com a praticidade de usar produtos que já se tem, ou que são fáceis de comprar — explica.

Ao fim da quarentena, as clientes terão direito a sessões de hidratação e peeling presenciais, como forma de dar continuidade ao tratamento.

A chegada da epidemia de coronavírus ao Brasil também desencadeou mudanças na vida profissional da confeiteira Ana Débora Simas. Especialista em bolos e kits para festas de aniversário, ela conta que as vendas caíram drasticamente, uma vez que aglomerações sociais foram proibidas para combater a disseminação do vírus.

— No início foi bem assustador, porque sem as festas eu não conseguia vender muito. Os clientes começaram a fazer pedidos de bolos menores, e então eu resolvi adaptá-los, fazer bolos mais para o dia a dia em vez de bolos de festa — conta Ana.

Com a substituição das festas por cafés da manhã e lanches da tarde, as vendas aumentaram, e o cardápio ganhou novas receitas, como bolos de limão, fubá, cenoura e laranja, que fazem sucesso entre os clientes.

Em casa, ela conta com a companhia da filha, Maria Fernanda, de 4 anos, que ajuda nas tarefas mais simples, como enrolar brigadeiros e preparar biscoitos.

— É muito importante para mim poder fazer o que eu gosto com a presença dela. Ela diz que é minha ajudante e sempre quer participar — conta.

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*Estagiária, sob a supervisão de Milton Calmon Filho