Profissionais da saúde do Rio lançam manifesto e defendem unificação de sistemas público e privado

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS0 - Neste Dia do Trabalho, profissionais da saúde do Rio de Janeiro fizeram protestos com faixas e lançaram um manifesto em que defendem o endurecimento das medidas de isolamento, a renda mínima para todos e o aumento do número de leitos.

O texto defende ainda a unificação dos profissionais das redes pública e privada de saúde sob uma mesma autoridade sanitária, a abertura de novos leitos e a requisição de leitos privados para o atendimento da população.

Pedem ainda que as unidades de saúde sejam divididas em duas, separando equipes e pacientes com suspeita de Covid-19 de outros casos médicos, e que seja feita audiência virtual na Justiça para tratar das demandas da classe, que vem lutando com a falta de salários.

O documento descreve a situação como caótica, com "profissionais sem salário, sem vale transporte, sem contrato de trabalho, sem máscaras, sofrendo assédio moral de gerentes enquanto choram a morte de colegas, sem direção da prefeitura sobre o que fazer, como fazer".

A manifestação é organizada pelo coletivo Nenhum Serviço de Saúde a Menos, que existe há quatro anos e tem feito protestos contra as políticas implementadas na cidade e que, segundo eles, vêm destruindo o sistema de saúde carioca. No manifesto, eles ainda atacam o prefeito Marcelo Crivella, o presidente Jair Bolsonaro, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta e o atual, Nelson Teich.

No Rio de Janeiro, os profissionais de saúde enfrentam a crise do novo coronavírus sobrecarregados pela falta de pessoal e, muitos deles, sem receber os salários.