Profissionais de acessibilidade precisam ser valorizados e remunerados

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Uma mulher, sentada em frente a mesa de madeira, faz contas em uma calculadora
Profissionais que trabalham com acessibilidade precisam ser valorizados e reconhecidos (Foto: Getty Images)

Certa vez, fui procurado por uma empresa de grande porte para analisar as primeiras publicações que eles fariam com descrição de imagem nas redes sociais da marca. Ao perguntar se eles possuíam verba para a ação, a resposta foi de que não. Nenhuma contribuição financeira. Nenhuma ajuda de custo. Nada.

Mas como assim? Eu estudo o assunto, faço trabalhos na área de audiodescrição, preciso pagar minhas contas no final do mês, gastaria um tempo considerável com essa análise. A resposta pode estar no fato de que muitas empresas acham que acessibilidade é caridade, não um investimento.

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E a situação piora quando o mercado procura pessoas com deficiência. Muitas vezes, somos colocados na posição de aceitar um trabalho de graça só porque em tese ele iria nos beneficiar.

Falo, principalmente, de pessoas que trabalham de forma direta com acessibilidade e inclusão. São audiodescritores, legendistas, intérpretes de libras, transcritores e revisores braille, programadores, especialistas em acessibilidade digital, redatores, editores, dentre outros.

Essas pessoas estudam, vendem o seu tempo e o seu conhecimento. Devem ser valorizadas na mesma proporção que qualquer outro profissional com base nas suas habilidades.

O valor do trabalho, claro, depende do escopo da ação. Um projeto pequeno e independente, por exemplo, não vai ter o mesmo orçamento que uma ação para uma grande empresa. Mas alguma contribuição financeira ou ajuda de custo precisa existir.

Isso não se aplica, obviamente, a trabalhos voluntários. O objetivo, aqui, é conscientizar o mercado e as pessoas de que existem profissionais especializados em inclusão e acessibilidade. E nós precisamos ser valorizados e remunerados.

Descrição da imagem: Uma mulher está sentada em frente à mesa de madeira, onde está o notebook. Com a mão direita, ela faz contas em uma calculadora. A mulher é negra e tem cabelo castanho. Na mesa, há uma caneca vermelha e folhas de papel.

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