Programas dão capacitação para ex-presidiários conseguirem trabalho

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Parças Developers School e o Instituto Responsa são programas de capacitação profissional. Foto: Getty Images.
Parças Developers School e o Instituto Responsa são programas de capacitação profissional. Foto: Getty Images.
  • A cada 10 pessoas presas, quatro já estiveram detidas pelo menos uma vez;

  • Em São Paulo, por exemplo, a quantidade de encarcerados chega a cerca de 213 mil;

  • Foi pensando na possibilidade de reinserção na sociedade que os projetos Parças e Responsa surgiram.

A oportunidade de trabalho para ex-presidiários é pequena, diante do grande preconceito da sociedade e também da falta de capacitação que a situação acaba promovendo. É com isso em mente que projetos como o Parças e o Responsa ajudam indivíduos a se reinserir no mercado.

Segundo estudo do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de 2020, 42% das cerca de 800 mil pessoas presas no Brasil, ou seja, 336 mil, são reincidentes. A cada 10 pessoas presas, quatro já estiveram na prisão ao menos uma vez.

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No estado de São Paulo, a quantidade de encarcerados chega a mais ou menos 213 mil, com uma taxa de reincidência de 41,4%.

Como forma de diminuir as diferenças e permitir oportunidades a todos, o Parças Developers School nasceu: uma startup de educação que capacita pessoas egressas da prisão para trabalharem com tecnologia da informação (TI), uma das áreas com maior crescimento econômico do mundo.

Foi pensando no preconceito na hora de conseguir um emprego, que Alan Almeida, CEO e fundador da Parças teve a ideia, em 2017. Com o vasto mercado, a alta demanda, e a pouca mão de obra, juntar o setor, com qualificação e acolhimento de pessoas egressas do sistema prisional, foi uma sacada.

Karine Vieira, de 39, também criou sua forma de ajudar e dar oportunidades a ex-presidiários, com o Instituto Responsa.

Após ficar presa por 15 anos e voltar a estudar, a criadora da ONG se formou em Serviço Social. Como efeito, percebeu que a falta de novas possibilidades para ex-detentos poderia gerar novos crimes. 

Dessa forma, o papel da instituição sempre foi reinserir egressos do sistema prisional penal ao mercado de trabalho. Segundo a empresária, a reincidência de quem entra no Instituto Responsa não passa de 3%.

As informações são do portal Terra.

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