Proibido de falar mal de Bolsonaro por 2 anos, Pedro Hallal dispara: “Não se pode tolerar o intolerável”

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Pedro Hallal era reitor da Universidade Federal de Pelotas e fez críticas ao presidente Jair Bolsonaro pela condução da pandemia no Brasil (Foto: Divulgação)
Pedro Hallal era reitor da Universidade Federal de Pelotas e fez críticas ao presidente Jair Bolsonaro pela condução da pandemia no Brasil (Foto: Divulgação)

Pedro Hallal, ex-reitor da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel), está proibido de falar mal do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante dois anos. De forma velada, ele usou as redes sociais para fazer críticas à sansão que foi imposta a ele e mais um colega, também da Ufpel.

“Existe um ditado alemão que diz: ‘Se há dez pessoas numa mesa, um nazista chega e se senta, e nenhuma pessoa se levanta, então existem onze nazistas numa mesa’. Não se pode tolerar o intolerável”, escreveu.

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Ao jornal O Globo, Hallal disse que o processo começou a partir da representação do deputado federal Bibo Nunes (PSL-RS). Com isso, a Controladoria-Geral da União instaurou um processo contra Hallal e contra Eraldo dos Santos Pinheiro, pró-reitor de Extensão e Cultura da Ufpel.

Hallal tem criticado o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pela condução da pandemia do coronavírus no Brasil. Com isso, ele e Pinheiro foram intimados e tiveram de assinar um termo de ajustamento de conduta para evitar um processo administrativo.

Na última terça-feira, 2, os termos foram publicados no Diário Oficial da União. O documento registra que os professores proferiram “manifestação desrespeitosa e de desapreço direcionada ao Presidente da República”.

As críticas foram feitas nos canais oficiais da Ufpel no Youtube e no Facebook. Para a CGU, esse seriam locais de trabalho e, por isso, se enquadrariam na lei 8.112, que proíbe funcionários públicos de “promover manifestação de apreço ou desapreço no recinto da repartição”.