Proibir laptops e tablets em voos é inaceitável (Iata)

Viajanta líbio embala laptop antes de embarcar para Londres no Aeroporto de Tunes, em 25 de março de 2017

A proibição de carregar laptops e tablets nas aeronaves imposta pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido em alguns voos procedentes de países árabes e da Turquia é "inaceitável", afirmou nesta terça-feira o diretor-geral da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), Alexandre de Juniac.

Este procedimento, que também afeta outros dispositivos eletrônicos, entrou em vigor em 22 de março depois que Washington e Londres alegaram risco de atentados.

"As atuais medidas são uma solução inaceitável a longo prazo, independentemente das ameaças que tentem evitar", assinalou De Juniac diante do Conselho de Relações Internacionais de Montreal (Corim).

"Inclusive, a curto prazo, é muito difícil entender sua eficácia e criam distorções comerciais importantes", afirmou o diretor da organização que reúne as companhias aéreas mais importantes do mundo.

"Pedimos aos governos que trabalhem com a indústria para encontrar uma forma de garantir a segurança dos voos sem privar os passageiros de seus dispositivos eletrônicos pessoais", destacou.

A medida americana afeta voos de nove linhas aéreas procedentes de dez aeroportos internacionais de Arábia Saudita, Catar, Egito, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Kuwait, Marrocos e Turquia.

A proibição britânica se refere a voos com destino ou procedentes de Arábia Saudita, Egito, Jordânia, Líbano, Tunísia e Turquia.