Projeto Aquarius: reencontro entre o clássico, o popular e o grande público

Clássicos de Verdi, Strauss, Tchaikovsky, Ravel, Carlos Gomes e Villa-Lobos com sucessos da MPB e acompanhamento da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB). A aguardada volta do Projeto Aquarius, no dia 6 de agosto, na Praça Mauá, no Centro do Rio, vai celebrar o encontro entre o erudito, a música popular e principalmente o grande público, buscando a essência da iniciativa em suas cinco décadas, desde o primeiro concerto, no Aterro do Flamengo, em 1972.

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Com regência de Roberto Tibiriçá, a OSB dividirá o palco com um velho conhecido, o cantor e compositor Lenine, que já se apresentou com outras sinfônicas do Brasil e do exterior. No repertório, sucessos do pernambucano radicado há décadas no Rio, como “Jack soul brasileiro”, “Silêncio das estrelas”, “Leão do Norte” e “Simples assim”.

A OSB iniciará o concerto com a “Marcha triunfal”, da ópera “Aida”, de Verdi, e seguirá com Strauss (“O Danúbio Azul”) e Villa-Lobos (“O trenzinho do caipira”). A apresentação terá ainda Sivuca (“Concerto sinfônico para Asa Branca”), Carlos Gomes (temas das óperas “Lo Schiavo” e “O Guarani”), Ravel (“Bolero”) e Tchaikovsky (“Abertura sinfônica 1812”).

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— A premissa foi celebrar a música sem a necessidade de adjetivos. Como já tenho essa familiaridade com a OSB e outras orquestras, sei as canções do meu repertório que ficam bem dentro de uma leitura sinfônica— comenta Lenine. — Alguns temas propostos pela OSB naturalmente já puxam outros. Quando propuseram “O Guarani”, imediatamente pensei em “Leão do Norte”, que é um caboclinho, um ritmo criado a partir das tradições culturais indígenas.

Lenine conta que a proposta levada à orquestra foi criar um relevo musical, no qual os estilos se alternassem de forma harmoniosa.

— Só quem já tocou com uma orquestra sabe a sensação de estar envolto, abraçado, engolfado por aquela massa sonora. Para quem faz pop ou MPB, é uma oportunidade muito especial. São muitos encontros felizes, inclusive entre nós, músicos, e o público — destaca o cantor. — Já estive na plateia dos concertos do Aquarius, e agora imagino como será estar naquele palco.

Caminho da música

Para Ana Flávia Cabral Souza Leite, vice-presidente executiva da Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira, reencontro e restauração são palavras que guiam a volta do Aquarius — uma realização do GLOBO com apresentação da Vale — aos palcos públicos da cidade.

— É um projeto que nos faz reencontrar com a melhor música, com artistas de excelência, com a troca entre o sinfônico e o pop. Isso resgata a autoestima da cidade. Depois de anos tão difíceis, estaremos diante do que fazemos de melhor — ressalta Ana Flávia. — Pode soar um discurso romântico o da revolução pela arte, pelo amor, mas acreditamos realmente nisso. São reencontros assim que vão nos levar além.

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