Projeto Coleta Musical tem diversos shows gratuitos por todo o Rio de Janeiro; veja lista

O projeto Coleta Musical chega a sua 2º edição neste sábado e tem shows por todo o Rio de Janeiro. Serão 30 pontos espalhados pela cidade com apresentações musicais. No chapéu, ao invés do “dim dim”, o público depositará seus resíduos sólidos para serem enviados para a reciclagem. Confira os locais dos shows, que acontecem de 9h às 17h e são gratuitos.

Carioca - Facundo Ezequiel, às 9h, no acesso ao metrô da carioca

Nascido em Buenos Aires e radicado no Brasil desde 2014, ele vive de arte nas ruas e transportes do Rio. Cursa atualmente bacharelado em trompete na UFRJ e é integrante da UFRJazz Ensemble. Seu repertório de sábado será instrumental com releituras de clássicos da música brasileira e internacional.

Central - Zezá, às 12h, no acesso A do metrô

Zezá está lançando seu primeiro álbum autoral , chamado “Bicha Mandingueira”, este ano 2022. A concepção artística deste projeto celebra a diversidade de corpos dissidentes. Suas músicas falam de diversidade e amor afrocentrado, feitas por um corpo LGBTQUIAPN+, pra todo mundo dançar e cantar.

Estácio - Pandarra, às 10h, na Rua Estácio de Sá 115

A Pandarra nasceu lá em 2018, no campus de música da UNIRIO, quando Tom Andrade, Cadu Fausto e Guilherme Imia resolveram se unir para trabalhar a linguagem do jazz e da MPB instrumental na inusitada formação de pandeiro, piano e guitarra. Em poucos anos de trajetória, o trio já acumula prêmios nacionais e internacionais de peso, e vem se destacando na cena instrumental tanto pela sonoridade única, quanto pela criatividade nas releituras e composições autorais. Para sábado, o trio expoente da música instrumental carioca promete entregar composições autorais que passeiam por gêneros como jazz, baião, rock, samba, ijexá e outros.

São Cristóvão - Lucas Pedro, às 15h, em frente a estação de trem

Lucas Pedro tem 22 anos e é escritor, compositor, cantor e artista de rua. Dentro do movimento da Nova MPB, tem influência de Nando Reis, Baden Powell, Seu Jorge e Marcelo Camelo, além de buscar referências em artistas que estão se consolidando como Rubel e Pedro Salomão. É dono da página de literatura @literalizandocaos_ e atualmente se prepara para o lançamento dos seus primeiros singles autorais e também do seu primeiro livro.

Museu do Amanhã - Lázaro, meio dia

Lázaro é artista urbano e ressalta a importância de se fazer o que ama. Há mais de 10 anos nessa batida, ele atraiu diferentes oportunidades. Atualmente, se prepara para o lançamento de um EP produzido por Chico Brum, amigo e também guitarrista da Banda Lemúria Moderna da qual Lázaro é vocalista. Esse trabalho mistura rock ,ancestralidade e amor pela natureza, por isso ganhou o nome Afro Rock Rural. O cantor toca um som que surge com as influências gritantes do Clube da Esquina, Milton Nascimento, a cena Rock n Roll de Seattle nos anos 90 e sua ancestralidade ligada aos Orixás e à cultura preta.

AquaRio - Almir Chiratti, às 17h

Almir Chiaratti é compositor, cantor, poeta, produtor e realizador audiovisual com os pés firmados na MPB dos anos 60 e 70. Em 2021, lançou o seu segundo álbum, com sonoridades eletro-orgânicas, "Frágil''. Atualmente, Chiaratti se dedica a turnê do CD e promove a pré-venda de seu 1º livro de poemas, "Fissão: Juntar Sílabas Como Quem Separa Átomos", a ser lançado em 2022 pelo "selo doburro" (SP).

Botafogo - Elias Rosa, às 19h, na Praça Nelson Mandela

Elias Rosa trabalha há mais de 25 anos com música e manifestações populares brasileiras. Atua no meio musical como percussionista, estendendo seu trabalho a países da África e Europa. Atualmente, se apresenta com Hand Pan em aulas de meditação e yoga. Seu repertório conta com músicas instrumentais autorais, que fazem parte dos seus dois CDs. O objetivo é levar ao público uma viagem sonora, despertando equilíbrio e relaxamento. Os ouvintes podem dançar, meditar, se alongar e praticar yoga ao som do Hand Pan.

Glória - Caio Gimenez, às 14h, na Praça do Acarajé

Caio Gimenez é um pifeiro e artesão de pífanos atuante desde 2019 nas feiras livres, praças e transportes públicos da cidade do Rio de Janeiro. Seu repertório de forrós, baiões, frevos e chorinhos passeia por composições de mestres de seu instrumento como Edmilson do Pífano e Egildo Vieira, passando por clássicos do cancioneiro popular brasileiro e reverenciando a obra de nomes como Dominguinhos, Sivuca, Chiquinha Gonzaga, Waldir Azevedo e Geraldo Vandré.

Tijuca - Tetê Costa, às 10h, na esquina da Rua Conde de Bonfim com a Uruguai

Do samba ao pop, do forró ao rock, a cantora vem fazendo história por onde passa. Carioca de Irajá, subúrbio do Rio, tem na veia uma musicalidade desde a infância, quando curtia com seus pais as festas de família. Começou a tocar com a Banda Mafuá e participou de altos eventos: casamentos, aniversários, bares, eventos corporativos e participações em shows com Paulão Sete Cordas, Carlos da Fé e outros. Nas rodas, ela leva sua primeira música "Em nome de Deus", uma composição de Moreno Pescador. Seu repertório tem brasilidade e é extremamente alegre e dançante, além de ser político ao buscar representatividade no seu cantar.

Tijuca - Gaboardi, às 15h, na Praça Afonso Pena

Gaboardi compõe, canta, toca, produz e vive expressando a arte na sua mais pura essência. Desde que absorveu a ideia de que a composição poderia ser parte do seu trabalho – e uma das maneiras da sua arte chegar a outras pessoas –, o processo ficou mais amplo e completo. Assim, a vontade de manifestar suas expressões artísticas, construir conexões e engajar relações com o público, o fez enxergar a grande necessidade de apresentar seu trabalho 100% autoral nos espaços culturais, bares e estabelecimentos de qualquer cidade – apesar de a Maravilhosa ter seu coração.

Tijuca - Nana Kozak, às 11h, no metrô de Saens Pena, em frente ao Banco do Brasil

Potência carioca e feminina. Nana Kozak nasceu no Rio e, ainda criança, foi com a família para Brasília. Lá, estudou Artes Cênicas por 10 anos e seguiu cantando nos trabalhos de atriz. Nana é acompanhada pela Banda Perfumada, composta exclusivamente por mulheres.A artista investe na força de trabalho feminina das musicistas, apontando o canhão de luz para a mulher no cenário da música. Com estas mulheres sensacionais, em 2016, Nana, que sempre teve seu trabalho musical permeado pelo samba, criou o Samba Perfumado, samba potente, cheiroso e feminino pelas do Rio. Em 2019, lançou o Álbum “Ouça a Mulher do Novo Dia”, no Teatro Rival, hoje disponível nas plataformas se streaming. Atualmente, além do trabalho na noite e com a roda de samba, a cantora está estudando repertório para gravar novamente.

Catete - Erwin Kuchenbecker, às 9h, em frente ao Museu da República

Erwin começou a estudar música na infância de forma autodidata e intuitiva. Na adolescência, aquele clássico: formou bandas de amigos para tocar nas festas do colégio. Quando adulto, conheceu o acordeon e descobriu a verdadeira dimensão do que é a música. Daí pra frente, buscando se aprimorar, estudou na Escuela de Musica Popular de Avellaneda em Buenos Aires, Argentina e atualmente na Escola de Música da UFRJ no Rio de Janeiro. Desde 2013, trabalha com arte e música nas ruas e espaços públicos, percorrendo diversas cidades do Brasil, Uruguai e Argentina.

Copacabana - Laura de Castro, às 14h, na entrada do metrô Cardeal Arcoverde

Atriz, bailarina, musicista, professora, estudiosa e palhaça. No teatro, trabalhou com grupos como Galpão e Teatro da Vertigem, além de ter sido integrante da Cia Teatro Portátil. Percussionista, teve o disco “AJO” indicado ao Grammy Latino.

São Conrado -Pablo Vares, às 17h, na Rua General Olympio Mourao Filho próximo ao número 18

Músico, compositor e diretor musical natural do Uruguai. Violonista flamenco com mais de 10 anos de experiência, com apresentações no Uruguai, Argentina, Brasil e Portugal. Radicado no Brasil desde 2012, trabalha por todo o território nacional com mais de quinze escolas e companhias de dança flamenca.

Cosme Velho - Maria Clara, às 11h, na Praça São Judas Tadeu

Mara Clara é formada em Letras pela UERJ e Teatro pela UniRio. Esteve na Escola de Música Villa Lobos, onde iniciou seus estudos em violão, e participou do programa ASA – residência artística para mulheres da música – promovido pela Oi Futuro. Ou seja: aqui temos uma super cantora, compositora e multi-instrumentista, que também é atriz, diretora teatral e musical, além de compor trilhas sonoras para teatro. Ela promete um repertório de composições autorais, junto a músicas de domínio público; se revezando entre diferentes instrumentos musicais e mesclando em seu show poesia, música e teatro.

Largo do Machado - Fabrizio Filesi, às 17h, na saída A do metrô

Fabrizio se formou em guitarra jazz, lá em 2015, em Florença, mas foi em uma viagem para o Brasil, no ano seguinte, que se viu apaixonado por nossa musicalidade – e especialmente pelo violão de 7 cordas. Então mergulhou na música brasileira! Primeiro veio o choro, depois o samba, o frevo e o trombone. Agora, a bola da vez é o forró, o carimbó e o jazz. De grande e constante curiosidade, o baixista, violonista e guitarrista também atua em feiras livres, praças e transportes públicos desde 2019. Neste sábado, podemos esperar um repertório de forró e baião, acompanhado de Caio Gimenez no pifano.

Maracanã - Zé Motta, às 17h, na rampa da UERJ

Zé Motta é percussionista, regente e um dos coordenadores da oficina de percussão do Bloco do Sargento Pimenta. Com o grupo, tocou em diversas cidades do Brasil e teve a oportunidade de fazer uma série de shows na Inglaterra em 2012, incluindo as Olimpíadas de Londres. Formado em Licenciatura em Música pela UniRio, durante a pandemia intensificou sua atividade como compositor e apresenta, agora, novas parcerias com Moyseis Marques, Demarca, Gustavo Pereira, Laís Ferreira, André Lacerda e Carlos Chaves.

Praça Seca - Will Freitas, às 10h, na Praça Barão da Taquara

Nascido e criado na Favela de Parada de Lucas, no Rio de Janeiro, o cantor Will Freitas começou a curtir música na infância, a partir do que ouvia em casa. Filho de um agitador cultural de sua comunidade, desde criança gostava de ler e escrever sobre as questões sociais e raciais relacionadas à situação da favela e à vida dos moradores. Esse caminho o aproximou do RAP, depois veio o samba, gênero o qual se apaixonou e se entregou.

Madureira - Rodrigo Varanda, às 15h, na entrada do Parque Madureira, perto do shopping

Cantor e compositor carioca que começou as suas atividades profissionalmente por volta de 2003, em bares e saraus da capital fluminense. Depois de duas décadas mostrando um repertório que reúne sucessos consagrados da MPB, foi em 2018, após uma premiação em um festival nacional de canções, que passou a dedicar a maior parte de sua criatividade para apresentar seu trabalho autoral ao grande público.

Del Castilho - Andrezinho Carioca, ao meio dia em frente ao Norte Shopping

Ele é multi-tudo! Artista, esportista radical e professor de surf. Ah, é também cadeirante – detalhe que não faz diferença perto da vibração que representa pro mundo. Afinal, o céu é o limite para Andrezinho Carioca. De sorriso largo, energia lá no alto e cheio de história para contar, o cara que carrega o título de primeiro cadeirante do mundo a surfar o fenômeno da Pororoca, costuma a se apresentar no metrô e nas ruas da cidade com um repertório eclético como sua vida – apesar de não esconder a paixão pela arte de Cazuza.

Gardênia - Ju Machado, às 9h, na Praça do Barro Vermelho

Seu repertório exala brasilidades. Apaixonada por MPB, Ju Machado, passeia pelo pop, reggae, A&B, forró, e é claro, muito samba!Nascida em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, ela descobriu sua paixão por música no Espírito Santo.

Taquara - Gabriel Paz, às 14h, na Praça Merck

Gabriel Paz é músico e pedagogo, oriundo do subúrbio carioca, com influências de grandes artistas de todo o Nordeste, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Começou a tocar percussão aos 15 anos, nas rodas de samba do subúrbio, e aos 17 fazia apresentações tocando violão e cavaquinho. Acompanhou grandes artistas, como Aluísio Machado, Geovanna, Zeca do Trombone, Tantinho da Mangueira, Edil Pacheco, Noca da Portela e Wilson Moreira.

Recreio - Labibe, às 10h

Labibe é cantora, compositora e produtora que mistura música pop, rock e brasilidades com ritmos eletrônicos. Gravou singles autorais e um EP que foi para a Seletiva do Grammy Latino. Faz shows em formato eletrônico, acústico (voz e violão), em locais fechados, praças, quiosques e eventos, além de flash mob com performances de dança em locais públicos.

Barra – Evy Carol, às 15h, na saída B do metrô Jardim Oceânico

Há alguns anos, um casal irreverente surgiu por meio da união de um multi-instrumentista centrado e de uma cantora com um parafuso meio solto. Dessa união nasceu a Evy Carol, uma banda de pop rock que não veio para fazer mais do mesmo. A regra, aqui, é inovar, ser diferente e ir além!

Realengo - Guilherme da Costa, às 9h, na Cohab

O Guilherme da Costa é daqueles jovens-inspiração que amamos conhecer. É um poeta e produtor cultural que abraçou a escrita como mais uma forma de revidar as mecânicas que tiram do jovem preto o direito de entender e se aproximar de suas heranças ancestrais.

Deodoro - Valnei Ainê, às 14h, no Parque Olímpico

Músico autodidata, Valnei começou sua carreira cantando nos bailes, no fim dos anos 80. Tem seu aprendizado prático através da variedade de ritmos e estilos musicais, além de experiências profissionais de grande destaque, como, por exemplo, o período em que caminhou junto a Orquestra do Maestro Waldir Calmon.

Vila Militar - Ana Neri, às 11h

A Ana Neri tem apenas 22 anos, mas já se apresenta como professora, diretora, poeta, atriz e cantora. Nascida e criada em Duque de Caxias, Baixada Fluminense, ela é boa em tudo que faz! Passeia na relação entre corpo, poesia e canção, usando sua experiência como roteirista teatral para envolver o público através da poesia modernista e dos versos de Abdias Nascimento, José Craveirinha, Cartola e tantas outras feras no assunto. Em seu repertório combina música brasileira, com foco especial para o Tropicalismo.