Projeto estimula surgimento de jovens escritores nas escolas e publica, sem custo, livros de crianças e adolescentes

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RIO - Empreender em educação é transformar vidas. No caso do projeto SuperAutor, são milhares de jovens envolvidos numa iniciativa ligada ao amor pela escrita. Há dois anos, a startup estabelece parcerias gratuitas com escolas públicas e particulares para que alunos criem histórias próprias, depois transformadas em livros, sem custo algum. No fim de cada ano, é organizada uma noite de autógrafos. Nela, as obras são apresentadas e vendidas às famílias.
O projeto investe no estímulo à literatura para desenvolver a imaginação e despertar a criatividade das crianças.
— O projeto surge para causar um impacto real na vida dos jovens ao mudar sua experiência de letramento. Eu fui pouco influenciado a ler, sempre subestimei a importância disso. Só depois dos 30 anos que eu criei esse hábito. Mudar o relacionamento das crianças com a leitura e a escrita é fundamental para ajudá-las a não cometer o mesmo erro que eu cometi — afirma o cofundador e CEO do SuperAutor, Pedro Gigante, de 35 anos.

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Em 2021, a iniciativa somou 80 mil livros, 100 mil autores e cerca de 2 mil escolas parceiras em todo o país. No Rio, foram 52 mil exemplares e 21,8 mil alunos e 258 instituições beneficiadas. Para Gigante, a criação do primeiro livro de uma criança impacta em seu futuro e gera protagonismo infantil.
— Uma criança protagonista de seu processo de ensino e aprendizagem tem muito mais autoestima para entender que, por meio da educação, é possível alcançar seus sonhos e objetivos. Protagonismo e autoestima são habilidades que podem ajudá-la a decidir e a guiar o seu futuro — avalia Pedro Gigante.

Famílias envolvidas
A pequena Enezel Mello, de 9 anos, estuda no Colégio Pluz, em Niterói, e não esconde o orgulho de sua obra: “Florilda, a Fada”.
— Nunca achei que poderia me tornar uma escritora, meu livro ficou incrível! — conta a menina, que revela um pouco da história criada por ela. — Eu apresento essa fadinha que tem varinhas e que leva ao mundo muito amor e carinho com a ajuda dos seus instrumentos mágicos.

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A mãe de Enezel, Fernanda Mello, conta que escrever um livro era um sonho da menina. Agora, mãe de escritora, ela quer preservar esse prazer na filha:
— Ele ficou ótimo e será guardado para sempre por todos nós em casa.
O envolvimento das famílias é grande. São os responsáveis que escrevem a biografia do autor e escolhem uma foto para ser registrada no livro.
— Temos casos em que o livro escrito e ilustrado pela criança foi o primeiro adquirido pela família. Faz ideia do impacto que isso tem na vida deles? Olha o quanto de incentivo existe nesse projeto para o hábito da leitura e os seus benefícios — destaca o CEO do projeto.
Por conta da pandemia, o SuperAutor lançou uma plataforma on-line onde pais e alunos podem construir o livro sem sair de casa. Agora, na volta às salas de aula, é esperado que a iniciativa contribua no rendimento escolar dos jovens envolvidos.

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