Projeto estimula surgimento de jovens escritores nas escolas e publica, sem custo, livros de crianças e adolescentes

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RIO - Empreender em educação é transformar vidas. No caso do projeto SuperAutor, são milhares de jovens envolvidos numa iniciativa ligada ao amor pela escrita. Há dois anos, a startup estabelece parcerias gratuitas com escolas públicas e particulares para que alunos criem histórias próprias, depois transformadas em livros, sem custo algum. No fim de cada ano, é organizada uma noite de autógrafos. Nela, as obras são apresentadas e vendidas às famílias.

Doses contra a Covid: Paes vai tentar comprar vacinas para 560,2 mil crianças de 5 a 11 anosO projeto investe no estímulo à literatura para desenvolver a imaginação e despertar a criatividade das crianças.— O projeto surge para causar um impacto real na vida dos jovens ao mudar sua experiência de letramento. Eu fui pouco influenciado a ler, sempre subestimei a importância disso. Só depois dos 30 anos que eu criei esse hábito. Mudar o relacionamento das crianças com a leitura e a escrita é fundamental para ajudá-las a não cometer o mesmo erro que eu cometi — afirma o cofundador e CEO do SuperAutor, Pedro Gigante, de 35 anos.Em 2021, a iniciativa somou 80 mil livros, 100 mil autores e cerca de 2 mil escolas parceiras em todo o país. No Rio, foram 52 mil exemplares e 21,8 mil alunos e 258 instituições beneficiadas. Para Gigante, a criação do primeiro livro de uma criança impacta em seu futuro e gera protagonismo infantil.

Covid-19:Secretário de Saúde do Rio avalia comprar diretamente a vacina para crianças— Uma criança protagonista de seu processo de ensino e aprendizagem tem muito mais autoestima para entender que, por meio da educação, é possível alcançar seus sonhos e objetivos. Protagonismo e autoestima são habilidades que podem ajudá-la a decidir e a guiar o seu futuro — avalia Pedro Gigante. Famílias envolvidasA pequena Enezel Mello, de 9 anos, estuda no Colégio Pluz, em Niterói, e não esconde o orgulho de sua obra: “Florilda, a Fada”.— Nunca achei que poderia me tornar uma escritora, meu livro ficou incrível! — conta a menina, que revela um pouco da história criada por ela. — Eu apresento essa fadinha que tem varinhas e que leva ao mundo muito amor e carinho com a ajuda dos seus instrumentos mágicos.A mãe de Enezel, Fernanda Mello, conta que escrever um livro era um sonho da menina. Agora, mãe de escritora, ela quer preservar esse prazer na filha:— Ele ficou ótimo e será guardado para sempre por todos nós em casa.

Vacina contra a Covid-19:Antecipar a terceira dose diminui a proteção? Veja o que dizem os especialistasO envolvimento das famílias é grande. São os responsáveis que escrevem a biografia do autor e escolhem uma foto para ser registrada no livro.— Temos casos em que o livro escrito e ilustrado pela criança foi o primeiro adquirido pela família. Faz ideia do impacto que isso tem na vida deles? Olha o quanto de incentivo existe nesse projeto para o hábito da leitura e os seus benefícios — destaca o CEO do projeto.Por conta da pandemia, o SuperAutor lançou uma plataforma on-line onde pais e alunos podem construir o livro sem sair de casa. Agora, na volta às salas de aula, é esperado que a iniciativa contribua no rendimento escolar dos jovens envolvidos.

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