Projeto na Tijuca incentiva leitura com higienização garantida dos livros

Regiane Jesus

RIO - Folhear as páginas de um livro que passou por mãos desconhecidas não precisa ser risco de vida. Nesse momento em que é preciso estar atento para evitar o contágio pelo novo coronavírus, o Mais Leitura, que desde novembro do ano passado distribui obras gratuitamente na Tijuca, reforçou as ações de higienização para dar sequência com segurança ao seu objetivo de democratizar o acesso à literatura. Desde que a pandemia se instaurou, os voluntários do projeto, usando luvas, higienizam cada exemplar com toalhas descartáveis umedecidas com álcool em gel e, em seguida, os colocam em sacos plásticos individuais. Depois, basta o leitor aceitar o convite para, na companhia das letras, embarcar numa viagem sem sair de casa, graças ao serviço de entrega.

Idealizador do projeto, Carlos Oliveira ressalta a importância de ter os livros, fiéis companheiros em meio a um momento tão delicado, devidamente higienizados.

— Com a necessidade do isolamento social, o Mais Leitura segue todas as recomendações de higiene e distanciamento social recomendadas pelas autoridades sanitárias para evitar a contaminação pela Covid-19. Os livros são higienizados e, no momento da entrega, não há contato com o futuro leitor. Eles são deixados nas portarias dos prédios com as devidas instruções de segurança — diz.

O Mais Leitura doa livros para que as pessoas possam ler sem gastar nada.

— Sempre fui apaixonado por livros e nunca me conformei com o pouco incentivo pela leitura. O preço é, muitas vezes, um obstáculo, por isso o projeto nasceu com o propósito de distribuir cultura, lazer, conhecimento e alegria para todos — conta Oliveira, que disponibiliza o site maisleitura.com.br para maiores informações.

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