Promessa de Bolsonaro de auditoria na urna deixa aliados no escuro

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***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 28.04.2022 - O presidente Jair Bolsonaro (PL)  discursa para vereadores durante a Marcha dos Legislativos Municipais, em Brasília. (Foto: Antonio Molina/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 28.04.2022 - O presidente Jair Bolsonaro (PL) discursa para vereadores durante a Marcha dos Legislativos Municipais, em Brasília. (Foto: Antonio Molina/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A promessa do presidente Jair Bolsonaro (PL) de contratar uma auditoria privada para acompanhar o processo eleitoral neste ano pegou aliados de surpresa.

Não se sabe qual seria a "empresa de ponta" que ele citou na live de quinta-feira (5) que poderia realizar esse serviço junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

"O que eu acredito que ele quis dizer é que nada impediria que uma empresa acompanhasse as etapas de auditoria que o TSE disponibiliza, como no momento de lacração da urna, ou da contagem dos votos", afirma o ex-ministro do TSE e advogado da campanha do PL, Tarcísio Vieira.

Segundo Vieira, "trazer uma empresa poderia emprestar uma cientificidade maior a esse processo".

Outros conselheiros de Bolsonaro sobre esse assunto não souberam apontar qual empresa teria expertise para a tarefa.

Desde 2008, o TSE já permite que os partidos indiquem técnicos para fiscalizar as etapas de auditagem das urnas eletrônicas.

Uma delas é a votação paralela que ocorre no mesmo dia da eleição, na qual urnas escolhidas por sorteio são retiradas das seções eleitorais e recebem votos eletrônicos, registrados também em papéis lacrados em uma urna de lona. No momento da contagem da votação oficial, esses votos fictícios também são verificados.

O presidente disse nesta quinta que uma empresa contratada pelo PL irá fazer uma auditoria privada das eleições deste ano.

"Deixo claro, adianto ao TSE, essa auditoria não vai ser feita após as eleições. Uma vez contratada, a empresa começa a trabalhar, a empresa vai pedir ao TSE, com toda certeza, quantidade grande de informações. Ela vai pedir às Forças Armadas o trabalho que fez até agora", disse o presidente.

Bolsonaro não afirmou qual empresa será contratada para a auditoria. Disse apenas que se trata de firma que faz este serviço "no mundo todo". Afirmou ainda que pode "pedir socorro" a outros partidos para pagar a análise, "se ficar muito caro".

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