Síria afirma que ataque de Israel não seria possível sem apoio dos EUA

Beirute, 9 abr (EFE).- O governo da Síria afirmou nesta segunda-feira que o ataque de Israel contra a base aérea T4, no centro do país, não seria possível sem o apoio dos Estados Unidos.

A agência oficial de notícias "Sana" divulgou duas cartas do Ministério de Relações Exteriores da Síria enviadas à Secretaria Geral e ao Conselho de Segurança da ONU. Nos textos, o governo sírio afirma que "os ataques não ocorreriam sem o sinal verde dos EUA".

Anteriormente, uma fonte militar, citada pela emissora oficial do governo sírio, acusou Israel de ser responsável por um bombardeio contra a base aérea T4, na província de Homs. Segundo ativistas, 14 soldados leais ao presidente do país, Bashar al Assad, morreram

A Chancelaria síria afirmou que Israel pode continuar com o "enfoque de agressões perigosas" e com seu "terrorismo de Estado", graças ao EUA, que dá "imunidade" ao governo israelense.

Além disso, a Síria alertou as autoridades israelenses das "graves repercussões de seus ataques" e questionou o "apoio permanente às organizações terroristas armadas e a ocupação contínua de territórios árabes, incluindo as Colinas de Golã".

"A Síria não hesitará de exercer o direito de defender seu território, seu povo e sua soberania por todas as vias garantidas na Carta da ONU e nas resoluções internacionais", disse o governo.

O governo de Al Assad afirmou que o bombardeio é uma "resposta indireta" aos triunfos do Exército da Síria contra os grupos terroristas armados em Damasco e seus arredores.

O ataque israelense ocorre depois das denúncias de um ataque químico no fim de semana em Duma, último reduto rebelde da região de Ghouta Oriental, nos arredores de Damasco.

A Sociedade Médica Sírio-Americana (SAMS) e a Defesa Civil da Síria, organizações apoiadas pelos EUA, afirmaram que pelo menos 42 pessoas morreram no sábado com sintomas similares aos de vítimas de um ataque químico.

Nenhuma outra fonte confirmou o bombardeio com substâncias químicas. Os governos da Síria e da Rússia negaram o uso desse tipo de armamento em Duma. EFE