Primeiro-ministro destitui promotor que pediu seu indiciamento pelo assassinato do presidente do Haiti

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O primeiro-ministro haitiano, Ariel Henry, durante cerimônia em homenagem ao presidente assassinado, Jovenel Moïse, em 20 de julho de 2021 (AFP/Valerie Baeriswyl)
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O primeiro-ministro do Haiti, Ariel Henry, destituiu nesta terça-feira (13) o promotor-chefe Bed-Ford Claude, que mais cedo havia pedido seu indiciamento ao juiz que investiga o assassinato do presidente Jovenel Moise.

"Tenho o prazer de informá-los que foi decidido destitui-lo do cargo", anunciou o primeiro-ministro em carta aberta.

Bed-Ford Claude, comissário do governo de Porto Príncipe, figura equivalente à de promotor, também havia solicitado que Henry fosse proibido de deixar o território haitiano, devido às supostas ligações telefônicas que o primeiro-ministro supostamente teve com um dos principais suspeitos do assassinato.

Moise foi assassinado em 7 de julho por um comando armado em sua casa em Porto Príncipe.

"Existem elementos comprometedores suficientes que formam a (minha) convicção sobre a oportunidade de imputar o Sr. Henry e solicitar sua acusação pura e simples", escreveu o promotor em uma carta endereçada ao tribunal de primeira instância em Porto Príncipe.

Em uma segunda nota, dirigida ao diretor de migração, o comissário do governo justifica a medida de proibir Henry de deixar o país, apontando as “graves presunções de assassinato do Presidente da República”.

- Ligações telefônicas -

Na sexta-feira à noite, Bed-Ford Claude já havia convidado o chefe do governo a comparecer perante a promotoria. O promotor afirmou que Henry, poucas horas depois do assassinato de Moise, conversou por telefone com uma das pessoas ativamente procuradas no contexto da investigação.

Trata-se de Joseph Félix Badio, ex-figura da unidade anticorrupção do Ministério da Justiça, que teria sido geolocalização no bairro onde ficava a residência particular de Moise pelas ligações feitas a Ariel Henry em 04h03 e depois às 04h20 da manhã do ataque.

Em sua carta ao juiz, Claude disse que as ligações tiveram duração total de sete minutos. Ele também observou que um funcionário do governo tuitou no mês passado que Henry afirmou nunca ter falado com Badio.

Henry, neurocirurgião de profissão, foi nomeado primeiro-ministro por Moise dias antes de sua morte no lugar de Claude Joseph, e foi empossado em 20 de julho, prometendo melhorar a terrível situação de segurança no país e organizar eleições há muito adiadas.

Segundo a lei haitiana, um primeiro-ministro não pode ser interrogado a menos que autorizado pelo presidente, mas, após o assassinato de Moise, o Haiti não tem presidente.

Quarenta e quatro pessoas, incluindo 18 colombianos e dois americanos de origem haitiana, foram presas no contexto da investigação do assassinato de Moise, morto a tiros em sua residência sem que nenhum dos membros de sua guarda particular fosse ferido.

No sábado, Henry denunciou as "manobras de distração" do promotor.

"Manobras de distração para criar confusão e impedir que a justiça faça seu trabalho com calma não serão aprovadas", disse Henry.

“Os verdadeiros culpados, os autores intelectuais e os patrocinadores do assassinato hediondo do presidente Jovenel Moise serão encontrados, levados à justiça e punidos por seu crime”, acrescentou.

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