Promotor pede que contraventor Rogério Andrade tenha prisão revogada

Vera Araújo
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O promotor Fábio Vieira dos Santos pediu à Justiça a revogação da prisão do contraventor Rogério Andrade, acusado pela polícia de ter ordenado a execução do bicheiro Fernando Iggnácio. Em um parecer assinado anteontem, ele alega que há “fragilidade dos elementos que apontam o requerente como mandante do crime”, o que fez com que opinasse a favor da liberdade do suspeito, foragido há um mês. A juíza Viviane Ramos de Faria, do 1º Tribunal do Júri do Rio, decidirá se aceita a solicitação.

Em novembro do ano passado, Iggnácio foi morto em uma emboscada num heliponto na Barra da Tijuca. Além de Rogério, cinco pessoas foram denunciadas pelo homicídio, incluindo três policiais militares. Segundo a Delegacia de Homicídios da Capital, o motivo do assassinato foi uma disputa por pontos de exploração de jogos ilegais.

Vieira dos Santos narrou um histórico das brigas entre Iggnácio e Rogério desde a morte do bicheiro Castor de Andrade, em 1997, mas apontou supostos problemas na investigação do crime por parte da Polícia Civil.

O promotor lembrou que Rogério sofreu três atentados nos últimos 20 anos, sendo que, em um dos ataques, foi morto o filho do contraventor. “Em nenhum desses casos houve denúncia contra Fernando Iggnácio por conta da disputa narrada no relatório da autoridade policial”.

Por outro lado, Vieira dos Santos pediu à Justiça a quebra de sigilo bancário dos acusados da execução de Iggnácio.