Promotora do caso Marielle no Rio apoiou Bolsonaro nas eleições

A promotora não esconde o apoio ao presidente nas redes (Foto: Reprodução/Instagram)

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ela também tem uma foto ao lado do deputado que quebrou a placa com o nome de Marielle

  • O MP do Rio de Janeiro anunciou que é falso o depoimento do porteiro que associou o nome de Bolsonaro ao crime

Carmen Eliza Bastos de Carvalho é promotora do Ministério Público do Rio de Janeiro e participou da coletiva sobre o caso Marielle Franco na última quarta-feira (30). Em seu perfil no Instagram, tem fotos declarndo seu apoio à campanha de Jair Bolsonaro (PSL) à presidência, e também posa ao lado do deputado que quebrou a placa com o nome da vereadora assassinada.

Na entrevista, o MP declarou falso o depoimento do porteiro que ligou o nome de Bolsonaro ao crime. Foi a primeira vez que a procuradora participou de uma coletiva sobre o caso – até então, só tinham falado com a imprensa as promotoras Simone Sibilio, coordenadora do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e Letícia Petriz.

Carmen posou para foto com o deputado Daniel Silveira, que quebrou a placa alusiva à Marielle. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Leia mais sobre o caso Marielle:

Em uma postagem do dia 1º de janeiro deste ano, Carmen Eliza comemorou a posse de Bolsonaro: “Há anos que não me sinto tão emocionada”. Ela já publicou outras imagens vestindo uma camisa com o rosto do presidente, e também ao lado do deputado estadual Rodrigo Amorim (PSL). Foi ele quem, junto do deputado federal Daniel Silveira (PSL), quebrou uma placa com o nome de Marielle Franco durante a campanha eleitoral de 2018.

Postagem feita pela promotora na posse do presidente Jair Bolsonaro. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

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Em setembro deste ano, a promotora foi indicada pelo deputado estadual Delegado Carlos Augusto (PSD) para receber a mais alta comenda do estado do Rio de Janeiro: a Medalha Tiradentes. Conhecida pela atuação na ala conservadora do Ministério Público estadual, ela também trabalhou no caso do pedreiro Amarildo de Souza, que desapareceu após ser torturado por policiais militares na favela da Rocinha em 2013.

Promotora postou mensagens em referência à prisão do ex-presidenrte Lula. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)