Promotores americanos apresentam novas denúncias contra Ghislaine Maxwell

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Ghislaine Maxwell negou repetidamente ter recrutado menores para seu ex-companheiro Jeffrey Epstein

Promotores dos Estados Unidos apresentaram duas novas acusações de crime sexual nesta segunda-feira (29) contra a britânica Ghislaine Maxwell, ex-companheira e colaboradora de Jeffrey Epstein, e acrescentaram uma nova vítima.

Os promotores federais apresentaram a ação a um tribunal de Nova York acrescentando denúncias de conspiração para tráfico sexual e tráfico sexual de menores, elevando para oito o número de acusações contra Maxwell.

A ação inclui uma nova acusadora, identificada como "Vítima Menor-4" e estende por sete anos o tempo durante o qual Maxwell é acusada de colaborar no recrutamento de menores para satisfazer seu ex-parceiro Epstein.

Maxwell, de 59 anos, agora responderá por crimes supostamente cometidos entre 1994 e 2004, após ter sido inicialmente acusada de cometê-los entre 1994 e 1997.

As acusações são mais graves que a primeira, que se referia a "instigação" e "transporte" de menores para viagens para a prática de atos sexuais ilegais.

Maxwell também é acusada de duas acusações de perjúrio por seu testemunho em 2016 em um caso de difamação movido contra Virginia Giuffre, que denunciou Epstein.

Filha do magnata da mídia Robert Maxwell, a britânica nega ter recrutado menores para Epstein, um empresário do mercado financeiro americano que cometeu suicídio na prisão em 2019 enquanto aguardava julgamento.

De acordo com a última acusação, a nova vítima tinha cerca de 14 anos quando Maxwell a conheceu em 2001 na residência de Epstein em Palm Beach.

Segundo documentos do tribunal, Maxwell "providenciou para que a jovem tivesse atos sexuais com Epstein de várias maneiras".

Os promotores afirmam que Maxwell também instou a vítima a "recrutar outras meninas para fazer massagens sexuais em Epstein".

A menina trouxe "várias mulheres", incluindo algumas com menos de 18 anos, dizem os documentos do tribunal.

Maxwell, presa desde julho de 2020, corre o risco de ser condenada à prisão perpétua. Seu julgamento deve começar em julho, mas pode ser adiado devido à pandemia e à nova acusação.

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