Ministério Público de SP aponta risco de 'saques e vandalismo' em megaferiado

Monumento aos Bandeirantes no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Foto: Fabio Vieira/FotoRua/NurPhoto via Getty Images

A Promotoria de Direitos Humanos do Ministério Público do Estado de São Paulo afirmou em notas enviadas ao prefeito da capital paulista, Bruno Covas (PSDB), que há risco de saques a estabelecimentos comerciais e casos de vandalismo na cidade durante o megaferiado antecipado desta semana.

A prefeitura sancionou uma lei que adianta dois feriados para esta quarta-feira (20) e a próxima quinta (21), com um ponto facultativo na sexta (22), criando, assim, um feriado prolongado de cinco dias - podendo chegar a seis se a Assembleia Legislativa aprovar a antecipação de mais um feriado na próxima segunda (25).

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A advertência foi dada pelos promotores Anna Trotta Yaryd e Eduardo Ferreira Valerio à prefeitura. "Graves distúrbios", segundo eles, podem ocorrer na esteira da crise econômica gerada pela pandemia de coronavírus. As informações são do portal UOL.

Os promotores recomendam, entre outras medidas, a distribuição de cestas básicas ou de cartões de alimentação aos que perderam renda com a crise. Eles também sugerem que a prefeitura firme contratos com hotéis populares para o acolhimento de pessoas em situação de rua.

"O que se espera de um administrador público consciente de suas responsabilidades, num grave momento histórico como esse, é lucidez para perceber a situação, compromisso com os mais pobres, ousadia e coragem para implementar as medidas necessárias com rapidez e eficiência", dizem os promotores.

A prefeitura de SP argumentou, em resposta, que já está comprando cestas básicas e que alimentos estão sendo distribuídos nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) espalhados pela capital paulista.

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