Promotoria entra com ação para que SP impeça cultos de Malafaia e Macedo

ARTUR RODRIGUES
Silas Malafaia durante evento com Bolsonaro em 2019 (Mauro Pimentel/AFP via Getty Images)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Ministério de São Paulo entrou com ação pedindo liminar para obrigar o governo João Doria (PSDB) e a gestão Bruno Covas (PSDB) a impedirem cultos, citando nominalmente pastores como Silas Malafaia e Edir Macedo, e usar medidas administrativas contra estabelecimentos que insistirem em abrir.

A ação civil pública, contra estado e município, é assinada pelos promotores Dora Martin Strilicherk, Anna Trotta Yaryd e Arthur Pinto Filho. Eles pedem uma série de dados, como publicação de informações sobre número de contagiados, o número de suspeitos, e o número de mortes, entre outras. Também cobram reforço na fiscalização.

A ação leva em consideração que Doria emitiu apenas recomendação para que os cultos não sejam realizados e para que shoppings e academias fiquem fechados.

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"Tendo em vista a proximidade do final de semana quando se realizam a maioria dos cultos religiosos, determinar medidas administrativas urgentes para garantir a suspensão imediata dos cultos/serviços religiosos em geral, bem tomar as providências cabíveis no âmbito administrativo, sanitário e penal para que líderes religiosos, dentre os quais Silas Malafaia e Edir Macedo, não convoquem seus fiéis e seguidores para a celebração de cultos", afirma a peça.

Edir Macedo, da Igreja Universal, afirmou que o coronavírus é uma tática de Satanás. "Meu amigo e minha amiga, não se preocupe com o coronavírus. Porque essa é a tática, ou mais uma tática, de Satanás. Satanás trabalha com o medo, o pavor. Trabalha com a dúvida. E quando as pessoas ficam apavoradas, com medo, em dúvida, as pessoas ficam fracas, débeis e suscetíveis. Qualquer ventinho que tiver é uma pneumonia para elas", afirma Macedo.

Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, por exemplo, tem dito que não diminuirá cultos nem fechará igrejas, e que só mudará de posição mediante decisão da Justiça.

Ao contrário de Bruno Covas (PSDB) em São Paulo, Doria emitiu apenas recomendações, enquanto o prefeito paulistano proibiu estabelecimentos. Por isso, a Promotoria também cobra endurecimento da fiscalização estadual.

Promotores pedem "a imediata fiscalização e aplicação das sanções administrativas/sanitárias, inclusive com a interdição administrativa dos estabelecimentos, caso necessário, e comunicação dos fatos à autoridade policial competente".

Ação pede multas de R$ 10 mil para descumprimento dos itens requeridos à Justiça.

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