Promotoria se opõe a visita da Anistia Internacional a "El Chapo"

Nova York, 7 abr (EFE).- A promotoria que acompanha o caso aberto nos Estados Unidos contra o traficante mexicano Joaquín Guzmán, conhecido como "El Chapo", se opôs nesta sexta-feira à autorização de uma visita da Anistia Internacional (AI) às instalações onde o criminoso se encontra preso.

Esse pedido havia sido feito em março pela defesa de "El Chapo", para tentar comprovar os supostos maus-tratos que sofre na prisão de segurança máxima de Nova York na qual está recluso desde 20 de janeiro.

No entanto, em um documento apresentado nesta sexta-feira ao tribunal responsável pelo caso, a promotoria pediu ao juiz Brian Cogan que rejeite o pedido por várias razões, entre elas o fato de que só são permitidas as visitas dos advogados ou da família.

"A Anistia Internacional não está representando o acusado, nem está tentando assegurar a representação legal do acusado", diz o texto apresentado pelos promotores, que diz que o pedido "não tem nenhuma base".

A promotoria tinha pedido que se restringissem os contatos de "El Chapo" para garantir que não fuja, como já fez duas vezes no México, e para não utilize outras pessoas para se comunicar.

Unido a isso, a promotoria considera que "já há suficiente supervisão nas prisões federais" dos Estados Unidos e não é necessária uma avaliação adicional da Anistia Internacional.

Além disso, segundo os promotores, os membros do tribunal também podem visitar o local onde está recluso "El Chapo" para comprovarem se as condições de prisão estão de acordo com o estipulado.

A promotoria lembrou também que a defesa de "El Chapo" se reuniu com o traficante quase todos os dias desde o começo de sua reclusão, "normalmente por várias horas a cada dia", e que a Anistia Internacional não tem autoridade legal sobre as prisões federais dos Estados Unidos.

O juiz responsável pelo caso será o encarregado de autorizar ou não essa visita da Anistia Internacional às instalações onde se encontra "El Chapo". EFE