Pronome neutro é proibido em escolas em Buenos Aires

O Boletim Oficial de Buenos Aires, na Argentina, publicou uma resolução que interfere na rotina das escolas da cidade: está estabelecido que professores de escolas lecionem "de acordo com as regras da língua espanhola, suas normas gramaticais e as diretrizes oficiais para seu ensino". Na prática, está proibido o uso da chamada "linguagem neutra" e não podem mais ser adotadas o que a decisão chama de "supostas marcas de gênero inclusivo".

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Entre as considerações para essa decisão, segundo o jornal Clarín, a determinação da ministra da Educação da cidade, Soledad Acuña, cita relatórios da Real Academia Espanhola e da Academia Argentina de Letras. Assim, concluiu-se que "o uso do @ ou das letras 'e' e 'x' como supostas marcas de gênero inclusivo é alheio à morfologia do espanhol" e que "as estruturas linguísticas do espanhol não devem ser forçadas para que se tornem espelho de uma ideologia".

A decisão publicada no Boletim Oficial da cidade de Buenos Aires desta sexta-feira determina que "os professores de estabelecimentos de ensino dos níveis inicial, primário e secundário e suas modalidades, de gestão estatal e privada, devem desenvolver as atividades de ensinar e realizar comunicações institucionais de acordo com as regras da língua espanhola, suas normas gramaticais e as diretrizes oficiais para o seu ensino".

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O documento oficial traz, como argumento, a seguinte consideração: "Que é objetivo primordial do Ministério da Educação desenvolver ações que levar à melhoria da qualidade das propostas de ensino e formação e que, por sua vez, asseguram a coerência e consistência do conjunto de ofertas prestadas por instituições de ensino de gestão estatal e de gestão privada".

Repercussão

Em entrevista ao canal de TV argentino C5N, o ministro da Educação argentino Jaime Perczyk disse que não proibirá a linguagem inclusiva em escolas a nível nacional. Ele se contrapôs à decisão de Buenos Aires afirmando que o país tem outras prioridades:

— A Argentina tem 24 províncias e estão focadas em ter livros, mais dias e horas de aulas. Primeiro devemos reafirmar a ideia de que a escola ensina línguas, matemática, mas que também ensina muitas coisas: Integrar, amar, ser amado — respondeu.

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Já a Ministra das Mulheres, Gêneros e Diversidade se pronunciou através do Twitter. Segundo Eli Gomez Alcorta, o ambiente escolar deve ser inclusivo e democrático e que "nada de bom se aprende com uma proibição".

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