Propaganda da China tem alta classificação no Google e YouTube, diz estudo

Segundo estudo, propaganda da China tem alta classificação no Google e YouTube. Foto REUTERS/Arnd Wiegmann.
Segundo estudo, propaganda da China tem alta classificação no Google e YouTube. Foto REUTERS/Arnd Wiegmann.
  • Mecanismos de busca do Google e do YouTube oferecem grande visibilidade a conteúdos de veículos estatais chineses, diz estudo;

  • As fontes estatais da China também conseguem altas classificações de busca sobre temas controversos no Microsoft Bing;

  • Pesquisadores conduziram o estudo com termos ao longo do período de 120 dias.

Os mecanismos de busca do Google e do YouTube oferecem grande visibilidade a conteúdos dos veículos de propaganda do Estado chinês quando são relacionados à questões políticas polêmicas, como negações de abusos de mulçumanos na região de Xijiang e teorias de conspiração sobre a origem do coronavírus. A informação é do novo estudo publicado na última sexta-feira (27) pelo Brookings Institute e pela Alliance for Securing Democracy.

Segundo o texto, as fontes estatais chinesas também conseguem altas classificações de busca na ferramenta de pesquisas Microsoft Bing quando os termos envolvem temas controversos.

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Pesquisas por notícias no Google e Bing sobre sobre a região chinesa de ‘Xinjiang’ apresentaram uma fonte apoiada pelo Estado chinês entre os 10 primeiros resultados em 88% das buscas.

Enquanto isso, no YouTube, pesquisas sobre a região mostraram um vídeo apoiado estatalmente também nos 10 principais resultados. O estudo dos termos foi realizado ao longo do período de 120 dias.

Entre os resultados, meios de comunicação estatais da China também empurram teorias de que a pandemia de Covid-19 foi originada em um laboratório militar nos Estados Unidos.

“O Google trabalha ativamente para combater operações coordenadas de influência e censura, ao mesmo tempo em que protege o acesso à informação e a liberdade de expressão online”, afirmou um representante da companhia ao jornal norte-americano The New York Post.

As informações são do The New York Post e The Wall Street Journal.

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