Proposta de Lula para Imposto de Renda teria impacto de R$ 180 bi

Durante o debate da TV Globo ontem, o ex-presidente e candidato Luís Inácio Lula da Silva (PT) prometeu subir a faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física para R$ 5.000 por mês. Hoje, quem recebe até R$ 1.903,98 está isento de pagar o imposto, valor que não é atualizado desde 2015.

Bolsonaro: Promessa de salário mínimo aumentaria gastos públicos em R$ 45 bi e não está prevista no Orçamento

A medida teria um impacto de R$ 180 bilhões sobre as contas públicas, de acordo com cálculos feitos por Gabriel Leal de Barros, sócio e economista-chefe da Ryo Asset. Esse é um valor que o governo deixaria de receber e leva em conta a aplicação dos mesmos percentuais de correção para as demais faixas e para as deduções — como saúde e educação.

A campanha petista afirma que quer pagar a conta tributando mais dos mais ricos, com a possibilidade de criação de uma nova faixa de cobrança e com imposto sobre lucros e dividendos.

— Assumi o compromisso de fazer com que esse governo tenha redução do Imposto de Renda para quem ganha até cinco mil reais. Só vai pagar imposto de renda acima disso — disse Lula.

Como a tabela do Imposto de Renda não é atualizada desde 2015, na prática, a cada ano mais pessoas precisam pagar o tributo. Com os reajustes salariais, novos contribuintes passam a pagar o imposto.

Desde 1996, há uma defasagem acumulada de mais de 100% na tabela. Isso ocorre porque os governos têm reajustado a tabela abaixo da inflação. Um dos principais argumentos é o impacto que um reajuste têm sobre as contas públicas.