Protecionismo ameaça 20% das exportações brasileiras e pode ser agravado com nova variante da Covid

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BRASÍLIA - A volta do protecionismo no mundo, que aumentou com a pandemia e tem no Brasil um forte alvo, dado o perfil do país de grande exportador de produtos agropecuários, é uma ameaça direta a quase US$ 50 bilhões em exportações, o que representa 20% de tudo o que foi embarcado pelo Brasil em 2020. As barreiras comerciais já vinham crescendo e podem ser ampliadas ainda mais, caso a nova variante sul-africana Ômicron represente um perigo real à economia global.

A cifra considera itens que, hoje, são mais suscetíveis a barreiras protecionistas, sanitárias e comerciais: carne bovina, soja, farelo de soja e café. E representa metade das vendas externas do agronegócio brasileiro.

Hoje, o que mais tem preocupado o governo brasileiro é um projeto de lei apresentado pela União Europeia (UE) ao Parlamento do bloco que pune importadores de commodities extraídas de áreas desmatadas ilegal ou legalmente. O Brasil vai defender na próxima reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC) que questões ambientais não possam ser usadas para justificar barreiras comerciais.

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