Protesto contra Bolsonaro em meio à pandemia bloqueia avenida Paulista em SP

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SÃO PAULO, SP, BRASIL, 29-05-2021: Manifestantes durante ato contra o presidente Jair Bolsonaro, na avenida Paulista, em São Paulo. Movimentos de esquerda fazem manifestação nacional pelo impeachment de Bolsonaro. (Foto: Bruno Santos/ Folhapress)
SÃO PAULO, SP, BRASIL, 29-05-2021: Manifestantes durante ato contra o presidente Jair Bolsonaro, na avenida Paulista, em São Paulo. Movimentos de esquerda fazem manifestação nacional pelo impeachment de Bolsonaro. (Foto: Bruno Santos/ Folhapress)

Manifestantes contrários ao presidente Jair Bolsonaro se concentram na tarde deste sábado (29) na avenida Paulista, em São Paulo, que foi bloqueada em frente do Masp (Museu de Arte de São Paulo). 

O protesto, que se espalha por quatro quarteirões, faz parte da série de atos pelo país apoiados por centrais sindicais, movimentos sociais e partidos de esquerda. Pela manhã, houve atos em capitais como Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte e Recife. 

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As manifestações, que foram alvo de críticas por acontecerem presencialmente em meio à pandemia da Covid-19, são realizadas num momento em que o país ultrapassa 450 mil mortes pela doença, sendo 2.418 registradas em 24 horas. Pelo menos nove capitais, além do Distrito Federal, têm ocupação acima de 90% dos leitos de UTI. 

O ato em São Paulo estava marcado para as 16h. Na concentração, havia bloqueios de metal embaixo do vão-livre do Masp, que foram derrubados quando começou a chover. 

A recomendação dos organizadores para a utilização de máscaras teve ampla adesão de manifestantes —e também houve distribuição do equipamento no local. No entanto, havia pontos de aglomeração, assim como em outros lugares do país. 

Organizada por frentes sociais como Povo sem Medo, Brasil Popular e Coalizão Negra por Direitos (que são integradas por dezenas de entidades) e apoiada por partidos como PT, PSOL, PC do B, PCB, PCO e UP, a manifestação representa um avanço para a ala da esquerda que defende ir às ruas e reunir multidões contra Bolsonaro. 

Houve um racha nos segmentos de oposição ao presidente nos últimos meses sobre promover atos populares em meio à pandemia, mas ganhou força na esquerda um entendimento de que a situação de descontrole da Covid-19 e os índices de desemprego e fome exigem a realização de protestos. 

A promoção de aglomerações contraria as recomendações de médicos e especialistas para evitar a propagação do vírus. Em ambientes ao ar livre, a orientação é a de que as pessoas mantenham uma distância de pelo menos 1,5 metro. 

Uma das preocupações dos organizadores é diferenciar os atos da esquerda daqueles promovidos por apoiadores de Bolsonaro, que muitas vezes atraem pessoas sem a devida proteção para evitar o contágio, como ocorreu no Rio de Janeiro no último domingo (23).