Protesto contra restrições e obrigatoriedade da vacina reúne 3 mil na Nova Zelândia

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Parlamento da Nova Zelândia reforçou medidas de segurança em sua sede nesta terça-feira (9) devido a um protesto contra as restrições para conter o avanço da pandemia e a obrigatoriedade da vacina para alguns setores.

Quase todas as portas do Beehive foram fechadas enquanto uma multidão —composta por cerca de 3.000 pessoas, segundo a agência de notícias AFP— se reunia do lado de fora. Muitos dos manifestantes carregavam cartazes pedindo "liberdade", e alguns exibiam imagens do ex-presidente dos EUA Donald Trump.

Com 8.000 casos de Covid e 32 mortes registrados desde o início da pandemia, a Nova Zelândia teve de mudar sua estratégia de eliminar por completo o coronavírus do território do país.

Em outubro, um surto da variante delta e o avanço da vacinação levaram o governo da primeira-ministra Jacinda Ardern a diminuir restrições e colocar em prática a mudança de abordagem. Com uma estratégia agora focada na imunização, Ardern anunciou a exigência de que professores e trabalhadores do setor de saúde se vacinem contra a doença.

"Não serei coagido ou forçado a tomar algo que não quero", disse um dos manifestantes à agência Reuters. "Estou pedindo ao governo que nos devolva o que tínhamos em 2018, simples assim. Quero minha liberdade de volta."

O país, que vive alta de casos desde setembro, registrou 125 novos casos da doença nesta terça. Cerca de 65% da população do país está completamente vacinada, segundo dados da plataforma Our World in Data, ligada à Universidade Oxford.

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