Protesto em Los Angeles questiona paradeiro de Bruno Pereira e Dom Phillips

Dom Phillips, de blusa preta, fazia reportagens sobre a Amazônia de forma corriqueira. Além dele, também está desaparecido Bruno Pereira, indigenista conhecido na região (Foto: JOAO LAET/AFP via Getty Images)
Dom Phillips, de blusa preta, fazia reportagens sobre a Amazônia de forma corriqueira. Além dele, também está desaparecido Bruno Pereira, indigenista conhecido na região (Foto: JOAO LAET/AFP via Getty Images)

Resumo da notícia

  • Caminhão rodou pelas ruas de Los Angeles questionando onde estão Bruno Pereira e Dom Phillips

  • Cidade receberá a Cúpula das Américas, que terá presença de Jair Bolsonaro

  • Bruno Pereira e Dom Phillips estçao desaparecidos desde o último domingo

Nesta quarta-feira (8), dois caminhos circulam por Los Angeles, na Califórnia, Estados Unidos, questionando onde estão o indigenista Bruno Araújo Pereira e o jornalista inglês Dom Phillips. Eles estão desaparecidos desde o último domingo (5), na região do Vale do Javair, no Amazonas.

As imagens foram registradas pelo repórter Andrew Fishman, do The Intercept. Nas laterais dos caminhões, nas telas de led, eram projetadas imagens de Phillips e Pereira, além de frases com a pergunta “onde estão Dom Phillips e Bruno Pereira’, além de pedidos pela saída do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na noite desta quarta, Bolsonaro embarca para Los Angeles para participar da Cúpula das Américas, evento organizado pelo governo dos Estados Unidos.

Os temas principais do encontro serão sustentabilidade e meio ambiente e há a expectativa de que o presidente brasileiro seja cobrado pela localização de Phillips, que cobre a região amazônica há anos, e de Pereira, um dos indigenistas mais conhecidos do Brasil, funcionário licenciado da Funai.

Justiça pede reforço

A Justiça determinou que o governo federal mobiliza mais esforços para ajudar nas buscas do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (8) após pedido da Defensoria Pública da União (DPU) e pela União das Organizações Indígenas do Vale do Javari (Univaja), movido na segunda-feira (6) pelo Ministério Público Federal.

A juíza Jaiza Maria Pinto Fraxe, da 1ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Amazonas cobra que o governo de Jair Bolsonaro (PL) use helicópteros, embarcações e equipes de buscas da Polícia Federal, das Forças de Segurança ou das Forças Armadas (Comando Militar da Amazônia).

“Após a petição, determinei que as requeridas, por meio das equipes da Frente de Proteção Etnoambiental do Vale do Javari (FUNAI), com as parcerias já autorizadas nos autos, mantenham a continuidade da proteção e fiscalização dos territórios indígenas na região, de modo a evitar potencial genocídio aos povos do Vale do Javari e região”, afirmou a juíza na decisão.

Segundo a Unijava e a DPU, até a última segunda, helicópteros não estavam empenhados na busca. Segundo Jaiza Maria Pinto Fraxe, o uso das aeronaves é fundamental, já que a área é “gigantesca”.

“É fundamental ressaltar que a região do Vale do Javari é gigantesca (8.544.000 hectares) de modo que se impõe que as equipes de buscas sejam imediatamente reforçadas não apenas em número de efetivo de pessoal, mas também com a disponibilização de barcos e helicópteros.”

Bruno Pereira e Dom Phillips foram vistos pela última vez no dia 5 de junho, quando faziam o trajeto entre a comunidade Ribeirinha São Rafael até a cidade de Atalaia do Norte, na região do Vale do Javari.

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