Protesto de estudantes chilenos afeta tráfego do metrô após derrota em referendo

SANTIAGO (Reuters) - Estudantes chilenos protestaram em várias estações de metrô da capital na quarta-feira, exigindo reformas no sistema educacional dias depois que os eleitores rejeitaram uma proposta de Constituição que tinha raízes em manifestações estudantis há três anos.

Na madrugada de quarta-feira, o Metrô de Santiago começou a relatar suspensões temporárias em várias estações de sua rede devido à presença de jovens protestando dentro e fora das instalações.

Embora os protestos tenham sido pacíficos, sem relatos de ação violenta, eles lembraram os protestos estudantis que em outubro de 2019 levaram a manifestações de rua massivas e às vezes violentas contra a desigualdade no país sul-americano.

Os protestos ocorreram menos de uma semana depois que os chilenos rejeitaram esmagadoramente uma proposta de nova Constituição em um referendo no domingo.

O resultado levou o presidente progressista Gabriel Boric a reorganizar seu gabinete para ampliar a coalizão do governo.

O sistema de metrô de Santiago disse em sua conta no Twitter que houve interrupções de serviço em pelo menos uma dúzia de estações devido a "distúrbios gerados por alunos".

Membros do Ministério do Interior do país se reuniram à tarde para discutir soluções para os protestos.

(Por Fabian Cambero)