Protestos aumentam no Irã após morte de mulher detida pela polícia da moral

Os protestos pela morte da jovem Mahsa Amini, após sua detenção pela polícia da moral, foram ampliados e registrados em 15 cidades do Irã, informa a imprensa estatal.

Na quinta noite de manifestações nas ruas, a polícia usou gás lacrimogêneo e efetuou detenções para dispersar grupos de até mil pessoas, segundo a agência estatal IRNA.

Os manifestantes bloquearam ruas, atiraram pedras contra as forças de segurança e incendiaram viaturas policiais e latas de lixo, enquanto gritavam frases contra o governo.

A revolta popular começou quando as autoridades anunciaram na sexta-feira (16) a morte de Amini, de 22 anos, que havia sido detida pela polícia da moral, responsável por observar o cumprimento do rígido código de vestimenta para as mulheres.

Amini entrou em coma depois de sua detenção por usar o véu de maneira inapropriada, informou a imprensa.

Nas manifestações, muitas iranianas retiraram o véu como forma de protesto.

As manifestações aconteceram em Teerã e outras cidades, incluindo Mashhad (nordeste), Tabriz (noroeste), Rasht (norte), Isfahan (centro) e Shiraz (sul), informou a agência IRNA.

Ismail Zarei Koosha, governador do Curdistão, região natal de Amini e onde os protestos começaram, afirmou na terça-feira que três pessoas morreram nas manifestações na província, sem revelar a data.

A morte de Amini e a resposta aos protestos geraram críticas da ONU, Estados Unidos, França e outros países.

Nasser Kanani, porta-voz do ministério iraniano das Relações Exteriores, condenou o que chamou de "posições intervencionistas estrangeiras".

"É lamentável que alguns países tentem aproveitar um incidente que está sob investigação para promover suas metas políticas e desejos contra o governo e o povo do Irã", disse.

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