Protestos contra governo no Sri Lanka completam 100 dias

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Sri Lanka: Pessoas dançam enquanto comemoram a renúncia do presidente Gotabaya Rajapaksa, em 14 de julho de 2022 (Foto: REUTERS/Adnan Abidi)
Sri Lanka: Pessoas dançam enquanto comemoram a renúncia do presidente Gotabaya Rajapaksa, em 14 de julho de 2022 (Foto: REUTERS/Adnan Abidi)

Os protestos contra o governo no Sri Lanka, que provocaram a renúncia do presidente Gotabaya Rajapaksa, completaram 100 dias neste domingo. Apesar da saída dele, considerado culpado pela crise econômica que assola o país, os ânimos continuam acalorados, com os manifestantes dirigindo as críticas ao seu sucessor, Ranil Wickremesinghe.

Batizada de “Aragalaya” (“luta”) e organizada nas redes sociais, a campanha para exigir a renúncia de Rajapaksa começou em 9 de abril, quando milhares de manifestantes de todo país começaram a acampar do lado de fora do escritório presidencial, na capital do país, Colombo.

A manifestação estava prevista para durar dois dias, mas os organizadores, surpreendidos por um fluxo maior do que o esperado, decidiram manter o acampamento por tempo indeterminado. Em 9 de julho, manifestantes invadiram o palácio onde Rajapaksa estava, com o presidente fugindo para Singapura. De lá, anunciou oficialmente sua renúncia, na última sexta-feira.

O Parlamento escolherá o novo presidente no próximo dia 20. O primeiro-ministro, Ranil Wickremesinghe, que assumiu como presidente interino, é o grande favorito para a sucessão.

— Já são 100 dias desde que tudo começou — escreveu no Twitter, neste domingo, um dos manifestantes mais ativos nas redes, Prasad Welikumbura, que também exige a saída de Wickremesinghe. — Mas ainda estamos longe de uma mudança de sistema. #GoHomeRanil. Estamos discutindo com os grupos que participam da Aragalaya para dirigir a campanha contra Ranil Wickremesinghe.

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O presidente interino ordenou que o Exército faça todo o possível para manter a ordem. Na segunda-feira, reforços da polícia e do Exército serão enviados para a capital para garantir a segurança ao redor do Congresso, devido à votação de quarta-feira.

Na carta de renúncia lida ontem no Congresso, Rajapaksa disse que fez “o máximo” para evitar o desastre econômico que afeta o país, mas que a pandemia da Covid-19 anulou seus esforços.

— Os confinamentos de 2020 e 2021 erodiram as reservas de divisas. Fiz o máximo pelo país — afirmou o agora ex-presidente, em uma carta lida pelo secretário-geral do Congresso Nacional, Dhammika Dasanayake, e enviada de Singapura.

Em sua breve missiva, Rajapaksa sustentou que as reservas cambiais já estavam baixas quando assumiu o cargo, em novembro de 2019, e que a pandemia terminou por devastar a economia da ilha, que tem 22 milhões de habitantes, situada ao sul da Índia.

Os números oficiais mostram que o Sri Lanka contava com uma reserva de US$ 7,5 bilhões em 2019, que chegou a apenas US$ 1 bilhão no momento de sua saída do território nacional. Em abril deste ano, o país entrou em “default” pelo não pagamento de US$ 51 bilhões da dívida externa.

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