Protestos contra ONU no leste do Congo deixam ao menos 15 mortos

Protesto contra a ONU na República Democrática do Congo em Goma

Por Djaffar Sabiti e Fiston Mahamba

GOMA, República Democrática do Congo (Reuters) - Três membros das forças de paz da ONU e pelo menos 12 civis foram mortos durante um segundo dia de protestos violentos contra a organização internacional no leste da República Democrática do Congo, nesta terça-feira, afirmaram autoridades.

Os protestos foram provocados por queixas de que a missão da ONU, conhecida como Monusco, fracassou em proteger os civis contra a violência de milícias que há anos afeta o país.

As manifestações começaram na segunda-feira na cidade de Goma e se espalharam na terça-feira para Butembo, onde um soldado e dois policiais da ONU que estavam com a missão foram baleados e mortos, afirmou o vice-porta-voz da entidade Farhan Haq a jornalistas em Nova York.

Em ambas as cidades, as tropas de paz da ONU foram acusadas de retaliar com o uso de força enquanto centenas de manifestantes atiraram pedras e coquetéis molotov, vandalizando e ateando fogo a prédios da entidade.

Um repórter da Reuters viu membros das tropas de paz da ONU balearem fatalmente dois manifestantes em Goma, onde o porta-voz do governo Patrick Muyaya disse que pelo menos cinco pessoas foram mortas e 50 ficaram feridas.

Em Butembo, pelo menos sete civis foram mortos e há um número desconhecido de feridos, afirmou o chefe de polícia da cidade, Paul Ngoma.

Missões de paz da ONU são marcadas de acusações de abusos há anos.

(Reportagem de Djaffar Sabiti, Fiston Mahamba e Erikas Mwisi Kambale)

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