Protestos globais contra mudanças climáticas exigem compensação antes da COP27

Pessoas participam de uma manifestação por ações globais contra as mudanças climáticas em Nova York na semana da Assembleia-Geral da ONU. REUTERS/Brendan McDermid

Por Kate Abnett

BRUXELAS (Reuters) - Jovens ativistas se reuniram pela ação climática nesta sexta-feira, realizando protestos da Nova Zelândia e do Japão à Alemanha e à República Democrática do Congo para exigir que os países ricos paguem pelos danos que o aquecimento global está infligindo nos mais pobres.

Os protestos acontecem seis semanas antes da cúpula climática da ONU deste ano, conhecida como COP27, onde países vulneráveis vão exigir compensação pela destruição de casas, infraestrutura e meios de subsistência relacionados ao clima.

As manifestações foram planejadas em cerca de 450 locais em todo o mundo pelo movimento juvenil Fridays for Future (Sextas-feiras pelo futuro). Os protestos foram programados para coincidir com a reunião dos líderes globais em Nova York na Assembleia-Geral da ONU nesta semana.

"Um dia, minha casa pode ser inundada", disse Park Chae-yun, de 15 anos, uma das cerca de 200 pessoas que protestavam em Seul, Coreia do Sul. “Estou vivendo com uma sensação de crise, então acho que é mais importante entregar minhas preocupações ao governo para que tome medidas preventivas, do que ir à escola”.

Um manifestante que se identificou como Meta teve a mesma preocupação na Indonésia: "Se Jacarta for inundada, todos que tiverem dinheiro podem sair. Para onde eu vou? Vou me afogar aqui em Jacarta".

Cerca de 400 jovens ativistas se reuniram na capital da República Democrática do Congo, Kinshasa, cantando slogans como "Vamos agir pela África, protejam nosso planeta" e carregando cartazes de papelão com os dizeres "Justiça Climática" e "SOS Clima" enquanto caminhavam no acostamento de uma via movimentada .

Em Nova York, pelo menos 2 mil pessoas se reuniram na tarde de sexta-feira para a marcha, cantando slogans como "o povo unido, jamais será vencido", enquanto caminhavam de Foley Square até Lower Manhattan.

((Tradução Redação São Paulo))

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