Protestos na Tunísia visam partido islâmico em meio a crise política

·1 minuto de leitura
Protesto contra o governo em Túnis

Por Tarek Amara

TÚNIS (Reuters) - Polícia e manifestantes entraram em confronto em várias cidades da Tunísia neste domingo, com os manifestantes exigindo a renúncia do governo e atacando sedes do Ennahda, o partido islâmico moderado que é maioria no Parlamento.

Testemunhas disseram que os participantes dos protestos invadiram ou tentaram invadir as sedes do Ennahda nas cidades de Monastir, Sfax, El Kef e Sousse, enquanto em Touzeur eles incendiaram o escritório local do partido.

A violência irrompeu depois que centenas de manifestantes se reuniram em cada uma das principais cidades após o aumento nos casos de Covid-19 agravarem problemas econômicos e os conflitos de uma classe política em disputa.

Os protestos, os maiores na Tunísia em meses e os maiores contra o Ennahda em vários anos, foram convocados por ativistas via redes sociais. Nenhum partido político apoiou publicamente as manifestações.

Em Túnis, a polícia usou spray de pimenta contra os manifestantes, que atiraram pedras e gritaram slogans exigindo a renúncia do primeiro-ministro Hichem Mechichi e a dissolução do Parlamento. Houve outros grandes protestos em Gafsa, Sidi Bouzid e Nabeul.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos