Dezenas de milhares vão às ruas contra Bolsonaro

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Centenas de manifestantes participam de um protesto contra o presidente Jair Bolsonaro, em São Paulo, em 2 de outubro de 2021 (AFP/NELSON ALMEIDA)
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Dezenas de milhares de brasileiros se manifestaram neste sábado (2) nas principais cidades do Brasil para exigir o impeachment do presidente Jair Bolsonaro, em atos convocados por partidos e movimentos de esquerda, que também criticaram o aumento da inflação e do desemprego.

Os protestos no Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Brasília, entre outras cerca de 100 cidades, foram chamados pela “Campanha Fora Bolsonaro”, apoiada por partidos de esquerda, centrais sindicais e o grupo Direitos Já!, que reúne lideranças de 19 bancadas.

As manifestações alcançaram uma maior adesão de partidos do que nas anteriores. Alguns líderes de direita se uniram às reivindicações devido à crise econômica, embora não tenham necessariamente apoiado o pedido de impeachment.

No centro do Rio de Janeiro, centenas de pessoas marcharam carregando faixas onde se lia “Fora Bolsonaro” e bandeiras do Partido dos Trabalhadores (PT) do ex-presidente Lula, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), do Partido Democrático Trabalhista (PDT), do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), entre outros.

"A gente acredita que vai conseguir derrubá-lo. A aposta do povo presente nas ruas é que vai fazer com que os parlamentares sejam pressionados e acabem pedindo o impeachment”, disse à AFP a professora aposentada Elizabeth Simões, de 69 anos.

Mais de 100 pedidos de impeachment contra Bolsonaro aguardam na Câmara dos Deputados, mas seu presidente Arthur Lira, aliado do governo, deu sinais de que eles não serão tramitados.

Em São Paulo, dezenas de milhares de pessoas se reuniram à tarde na Avenida Paulista, com a participação de Ciro Gomes (PDT) e Guilherme Boulos (PSol). Centenas estiveram na manifestação na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

Além disso, protestos foram registrados em 20 estados e 60 cidades, incluindo 14 capitais, segundo contagem da imprensa brasileira.

Entre as bandeiras vermelhas do PT e da Central Única de Trabalhadores (CUT) que costumam predominar, havia algumas do movimento LGBT e do Brasil, essas últimas usadas como símbolo nas marchas pró-Bolsonaro. "Frente ampla, impeachment já", diziam alguns cartazes.

- Fome e desemprego -

Meses atrás, protestos liderados por movimentos de esquerda se concentraram em exigir o impeachment de Bolsonaro por sua gestão caótica da pandemia, que deixa quase 600 mil mortos, mas desta vez foram acrescentadas reclamações pelo aumento dos preços dos alimentos e dos combustíveis, assim como pelos 14,1 milhões de desempregados.

Cercado por investigações judiciais, inflação, desemprego e uma gestão caótica da pandemia que já deixou quase 600 mil mortos, Bolsonaro despencou em popularidade nos últimos meses, chegando a 22%, seu nível mais baixo desde que assumiu o poder.

“Tá muito caro, a culpa é do Bolsonaro”, afirmavam cartazes em Salvador e no Rio de Janeiro.

A um ano antes das eleições de 2022, o presidente de extrema direita obteria 26% dos votos no primeiro turno, contra 44% de Lula, segundo pesquisa do Instituto Datafolha em 17 de setembro.

No Dia da Independência do Brasil, 7 de setembro, Bolsonaro liderou grandes manifestações em Brasília e São Paulo, onde se concentraram cerca de 125 mil simpatizantes, segundo dados das autoridades paulistas.

val/yow/ic

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