Protestos que marcam um mês de explosão social deixam três mortos na Colômbia

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Três pessoas morreram nesta sexta-feira (28) na cidade de Cali, em meio a manifestações que completam um mês na Colômbia e foram duramente reprimidas pelas forças policiais.

"Infelizmente, três pessoas morreram (...) Essa situação ocorreu entre aqueles que bloqueiam e os que queriam passar" por um dos pontos fechados por manifestantes, informou o prefeito de Cali, Jorge Iván Ospina.

Uma das vítimas, um funcionário do corpo de investigações do Ministério Público, que estava de folga, atirou na direção das pessoas, matando alguns civis, disse o promotor-geral Francisco Barbosa.

Fredy Bermúdez "acabou morto pelas mãos" dos manifestantes, acrescentou.

Vídeos mostram um homem caído sobre uma poça de sangue e outro próximo, com uma arma, perseguido por manifestantes. Em seguida, imagens mostram o suposto agressor também no chão, após ter sido aparentemente linchado.

"A desordem trouxe esta situação estúpida de morte e dor. Não podemos permitir que essas circunstâncias continuem acontecendo em Cali. Não devemos cair na tentação da violência e da morte", enfatizou Ospina nas redes sociais.

As mortes se somam aos 46 óbitos registrados até o momento por autoridades. A ONG Human Rights Watch afirma, no entanto, ter recebido "denúncias confiáveis" sobre 63 mortes, 28 delas ligadas à crise.

O Ministério Público estabeleceu que 17 dos casos têm ligação direta com as manifestações que pressionam o governo do presidente Iván Duque ante sua condução da crise econômica e social derivada da pandemia.

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