Protestos violentos explodem no Haiti por aumento de preços de combustível e crime desenfreado

Rua bloqueada na capital haitiana, Porto Príncipe, em meio a protestos pelo aumento nos preços de combustíveis, crime e inflação no país. REUTERS/Ralph Tedy Erol

Por Harold Isaac

PORTO PRÍNCIPE (Reuters) - Moradores da capital do Haiti, Porto Príncipe, se abrigaram em casa na terça-feira enquanto disparos de armas de fogo, bloqueios de estradas e pneus em chamas foram tomaram as ruas da cidade, e manifestantes atiraram pedras em uma resposta enfurecida aos novos aumentos dos preços dos combustíveis e à criminalidade.

As últimas manifestações ocorrem após a inflação no país atingir seu nível mais alto em uma década, a violência crônica de gangues deixar grande parte do território do Haiti fora do controle do governo, e os surtos de batalhas sangrentas entre gangues rivais deixarem centenas de mortos e milhares de deslocados.

O início do ano letivo foi adiado em um mês, até outubro, enquanto os pais lutam para sobreviver, e a vida diária de inúmeros haitianos é pontuada por uma busca aparentemente interminável por combustível. Enquanto isso, os custos de deslocamento aumentaram, assim como os preços de muitos alimentos básicos.

Os haitianos estão agora se preparando para aumentos nos preços dos combustíveis, após um discurso de domingo do primeiro-ministro Ariel Henry, em meio a uma crescente escassez de gasolina e diesel que pode forçar o fechamento de algumas empresas.

Vídeos que circulam nas redes sociais na terça-feira ressaltam a terrível situação. Um deles mostra um homem tentando andar de moto por uma rua bloqueada enquanto outro homem o acerta com pedras até ele tombar. O homem se levanta mancando e encara seu agressor, quando o vídeo é interrompido.

Outro vídeo mostra dezenas de haitianos se espalhando pela rua após o som de tiros, depois muda para cenas de pessoas sendo atendidas depois de aparentemente sofrerem ferimentos a bala.

((Tradução Redação São Paulo))

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