Protocolo evita encontro entre Bolsonaro e Biden na Assembleia da ONU

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NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) - Os presidentes do Brasil, Jair Bolsonaro, e dos Estados Unidos, Joe Biden, não se encontraram nos corredores do prédio da ONU no intervalo entre seus pronunciamentos na Assembleia-Geral da entidade, na manhã desta terça (21).

Bolsonaro abriu o evento, discursando logo após o secretário-geral, António Guterres, e o presidente desta edição da Assembleia, Abdulla Shahid. Biden falou imediatamente após o brasileiro -conforme a tradição da cúpula realizada em Nova York.

Uma mudança nos protocolos adotada neste ano, porém, afastou os líderes, que nunca tiveram uma reunião bilateral. Até 2019, os chefes de Estado aguardavam sua vez de discursar em uma sala pela qual quem saía do púlpito obrigatoriamente teria de passar.

No ano passado, em razão da pandemia, a Assembleia-Geral foi praticamente toda virtual. Em 2021, com o mundo ainda sofrendo os efeitos da crise sanitária, nem todos os discursos no evento serão presenciais.

Entre os protocolos adotados para evitar a disseminação do coronavírus, a ONU determinou que cada presidente a discursar passasse a ficar sozinho na sala de espera e que o chefe de Estado seguinte só entrasse nela depois que o outro a desocupasse.

Apesar da regra, caberia aos líderes decidir se eles se encontrariam ou não em outras salas ou corredores do evento, segundo funcionários da ONU ouvidos pela reportagem.

Assim, Bolsonaro e Biden não tiveram a oportunidade de uma conversa breve na sala de espera, mas poderiam ter se cumprimentado em outro momento, caso ambos assim quisessem.

Uma fonte diplomática ouvida pela reportagem disse que os dois presidentes não se encontraram e que não houve interesse dos dois países em marcar uma conversa nesse momento. A delegação brasileira teria feito um pedido de encontro, mas não insistiu no assunto.

Bolsonaro é próximo do antecessor de Biden, o republicano Donald Trump, para quem chegou a declarar torcida na eleição em 2020.

O presidente americano tem outros pontos de atrito com o brasileiro, especialmente na área ambiental, e teria pouco interesse em um encontro agora, também porque Bolsonaro tem pouco mais de um ano de mandato pela frente --Biden poderia esperar para reforçar laços com quem estiver no poder após as eleições de 2022.

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